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Guerra do Irão ameaça comida e empresas já não aguentam fatura

A indústria agroalimentar portuguesa tem estado a funcionar como uma autêntica almofada de proteção contra os efeitos da guerra no Médio Oriente, absorvendo aumentos de custos, perturbações logísticas e pressões sobre matérias-primas para evitar que o impacto chegue de forma mais violenta aos consumidores. Mas o setor avisa que essa capacidade de resistência está a aproximar-se do limite.

O alerta foi lançado pelo presidente da Federação das Indústrias Portuguesas Agroalimentares (FIPA), Jorge Henriques, que considera, em declarações à Lusa, que as empresas têm desempenhado o papel de “amortecedor” dos efeitos da instabilidade internacional, mas sublinha que essa situação não pode prolongar-se indefinidamente.

Absorção de impactos

“Temos absorvido muitos dos impactos e de toda a ordem. Somos uma espécie de amortecedor, mas isto tem um fim. Não se pode prolongar eternamente”, afirmou, a propósito da 8.ª Conferência para a Competitividade, organizada pela federação.

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