Governo de Macau volta a dar apoios no valor total de 617 ME - Plataforma Media

Governo de Macau volta a dar apoios no valor total de 617 ME

Os residentes de Macau vão voltar a receber um subsídio de cinco mil patacas (525 euros) e um montante de três mil patacas (315 euros) em descontos imediatos, anunciou hoje o Governo.

Este projeto de melhoramento do “plano de benefícios do consumo por meios eletrónicos” veio substituir uma terceira ronda de apoios ao consumo “integralmente atribuída através de cupões” de desconto, anunciada em março pelo Governo e recebida com várias críticas da população.

No plano agora anunciado, cada residente, permanente ou não permanente e de todas as idades, vai ter acesso àqueles dois montantes, para usar entre junho e dezembro, num projeto que visa “promover o consumo” e “aliviar as dificuldades da população”, depois de ouvidas “diversas opiniões da sociedade”, disse o secretário para a Economia e Finanças, Lei Wai Nong, em conferência de imprensa.

Este novo plano tem um orçamento total de 5,88 mil milhões de patacas (617 milhões de euros) e vai abranger 735.816 pessoas.

O subsídio de cinco mil patacas tem um limite máximo diário de 300 patacas (31 euros), tal como acontecia no plano de subsídio de consumo do ano passado, explicou o diretor dos Serviços de Economia e Desenvolvimento Tecnológico, Tai Kin Ip.

Já o montante de três mil patacas permite obter um desconto imediato de 25%, podendo os dois montantes ser usados cumulativamente, acrescentou o responsável.

Com o limite máximo diário de 300 patacas, do subsídio, e um desconto imediato de 100 patacas (dez euros) é possível adquirir produtos e serviços no valor de 400 patacas (42 euros) de forma gratuita, indicou.

A inscrição ‘online’ vai decorrer entre maio e dezembro, através da Autoridade Monetária de Macau (AMCM), devendo os residentes escolher um meio de pagamento móvel, através do telemóvel, ou o cartão de consumo eletrónico, lançado no ano passado durante as primeiras duas rondas de subsídios à população.

Em relação aos residentes menores, os benefícios serão levantados pelos pais. Este plano não inclui os trabalhadores não residentes, cuja permanência no território está dependente de um contrato de trabalho válido.

Fortemente dependente dos casinos e do turismo chinês, a economia de Macau sofreu uma forte descida no número de turistas que visitaram o território e os casinos registaram, em 2020, uma quebra de 79,3% nas receitas (60 mil milhões de patacas ou 6,2 mil milhões de euros) comparativamente ao ano anterior (292 mil milhões de patacas ou 31 mil milhões de euros).

Considerada uma das regiões mais seguras do mundo em relação à pandemia de covid-19, Macau contabilizou apenas 49 casos desde que o novo coronavírus chegou ao território, no final de janeiro de 2020, não tendo registado até hoje nenhuma morte causada pela doença.

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