O ministro federal da Saúde escreveu uma carta ao São Nicolau, que na Bélgica e em vários outros países, assume o papel de “Pai Natal”. E, a ministra federal do Interior associou-se, para dar força à iniciativa.
Na era da desinformação e das fake news, a ideia da maior autoridade executiva do país pode, à primeira vista, provocar um franzir de sobrolho, no país que voltou a liderar mundialmente a contagem de mortes, na proporção do número de habitantes. Mas, a iniciativa tem aparentemente uma intenção pedagógica, na quadra festiva que se avizinha.
Na carta, os ministros revelam que duas leis serão inscritas dentro de dias no “Moniteur Belge”, que é o jornal oficial do Reino da Bélgica, permitindo ao “Saint-Nicolas” a violação do “recolher obrigatório” e da quarentena para quem “chega de zonas de risco”.
A história que alimenta o imaginário infantil varia de país para país, e até tem ligeiras diferenças em algumas regiões. Mas, grosso modo, reza a lenda que na madrugada de 06 de dezembro, o São Nicolau visita a casa de cada uma das crianças, para deixar clementinas, Speculoos – os biscoitos de canela, gengibre e cravinho – e os presentes de Natal.
A lenda diz também que o “Saint-Nicolas” vem de Espanha, — que, de acordo com o Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças, é um país classificado a vermelho no mapa do risco de infeção.
“Ouvimos dizer que este maldito vírus também criou muitos problemas em Espanha”, começa por dizer o ministro da Saúde, para a seguir assinalar com “grande prazer”, ter tomado conhecimento que “apesar da sua idade avançada”, o São Nicolau “conseguiu escapar do vírus e que ainda goza de boa saúde”.
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