A luta contra o “Mundo Viral” até combate a Pandemia - Plataforma Media

A luta contra o “Mundo Viral” até combate a Pandemia

A Pandemia pode ainda não nos ter infetado a saúde, mas seguramente já afetou uma boa parte da nossa vida e do nosso mundo. Fechou empresas, condenando muitos ao desemprego, entupiu os serviços de saúde, com consequências para todos os doentes que têm e os que não têm Covid, afastou-nos dos nossos “mais velhos” e de tudo o que eles significam para nós e nós para eles.

No mundo da informação as alterações também se fizeram sentir. E a desinformação em saúde tem normalmente efeitos graves porque leva a comportamentos perigosos.

A Covid-19 já foi uma gripezinha, nas palavras do Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro. Só que a sua dimensão provou que não a podemos ignorar e levou governos a ditar confinamentos, totais e parciais, e longas horas diárias de recolher obrigatório. O vírus impede até hoje os ajuntamentos sociais e restringe seriamente as cerimónias que marcam as etapas da nossa vida: batizados, casamentos e até funerais.

Pior que os negacionistas são aqueles que repetem que a doença não é assim tão grave, os relativistas, se quiserem dar-lhe um nome

No mundo da informação, uma notícia viral atestava – na gíria jornalística – a importância e/ou a recetividade ao que tinha sido escrito. Um noticia que viralizava era aquela que atingia, normalmente através das redes sociais, uma enorme quantidade de pessoas. Confundia-se com o poder de um vírus como o da Covid-19, mas garantia audiência e isso era importante.

Hoje a informação e a desinformação convivem, nomeadamente na área da saúde, como já referi. Quase me atrevo a dizer que, pior que os negacionistas, são aqueles que repetem que a doença não é assim tão grave. Os relativistas, se quiserem dar-lhe um nome.

Daí a importância de combater este mundo viral em que vivemos. O vírus não ameaça apenas a nossa saúde, mas – no limite – toda a nossa maneira de viver. O consumo de informação e a política (para dar dois exemplos) depois de contaminados também contagiam.

A informação viral – que pode estar correta – exige maior escrutínio e os políticos melhor diagnostico, para que eles não se tornem virais.

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