Mukesh Ambani: a ascensão implacável do homem mais rico da Ásia - Plataforma Media

Mukesh Ambani: a ascensão implacável do homem mais rico da Ásia

Como o magnata indiano com uma fortuna de 67 mil milhões de euros decidiu criar uma gigante global de tecnologia

Quando Ajit Mohan pousou no calor úmido de Mumbai, em dezembro passado, era um homem em uma missão. O executivo de mídia de 45 anos tinha entrado havia pouco no Facebook para ajudar a relançar sua trajetória na Índia. Embora a gigante das redes sociais tivesse mais de 300 milhões de usuários no país —mais do que em qualquer outro lugar do mundo—, decisões erradas e disputas regulatórias atrapalharam seus esforços para ter um lucro real lá.

Mohan estava acompanhado de David Fischer, diretor de receitas do Facebook, e os dois foram levados rapidamente ao subúrbio industrial de Navi Mumbai. Lá, uma série de reuniões colocou em ação o plano da empresa: formar uma aliança com o homem mais rico da Ásia.

Mukesh Ambani não seria especialmente identificado fora da Índia. Pesado, com olheiras profundas e uma predileção por camisas brancas de manga curta, o homem tímido de 63 anos é um contraste sóbrio com os chefes da tecnologia americanos que usam abrigos com capuz e carregam celulares. Mas essa aparência desmente sua importância em um país de 1,4 bilhão de habitantes e o poder que sua fortuna de US$ 80 bilhões (R$ 442,4 bilhões) acarreta.

A Reliance Industries era um grupo petroquímico e de refino de petróleo lucrativo, embora nada charmoso, quando Ambani assumiu o controle em 2005, três anos após a morte de seu pai. Mas na última década ele embarcou em um projeto que o tornou uma das pessoas mais comentadas no Vale do Silício. A operadora de celular que ele fundou em 2016, Jio, já pôs de lado as concorrentes e se tornou a maior da Índia.

Ambani espera que ela seja a resposta do país à chinesa Alibaba, uma gigante da tecnologia local em um dos mercados de internet de crescimento mais rápido do mundo.

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