De acordo com esse relato, feito sob anonimato, o desembarque ocorreu a 21 de abril, cerca de dez dias depois da primeira morte registada a bordo. Após deixarem o navio, os passageiros terão iniciado o regresso aos respetivos países de origem, incluindo destinos como Austrália, Taiwan, Estados Unidos, Reino Unido e Países Baixos.
“Em Santa Helena desceram 23 pessoas. Há 23 pessoas por aí e, até há três dias, ninguém tinha contactado com elas”, afirmou o passageiro, acrescentando que, enquanto a maioria dos viajantes permaneceu a bordo sob medidas de isolamento e reforço de higiene, este grupo retomou a vida normal após o desembarque.
Segundo o mesmo testemunho, pelo menos uma das pessoas que deixou o navio terá sido infetada com hantavírus. Trata-se de um homem que foi posteriormente internado num hospital na Suíça, onde testou positivo após apresentar sintomas compatíveis com a doença.
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A Organização Mundial da Saúde confirmou que iniciou contactos com os passageiros desembarcados, explicando que estes foram informados da situação pelos operadores do navio e instruídos a comunicar o aparecimento de quaisquer sintomas. A organização acrescentou que foi através desse mecanismo que teve conhecimento do caso identificado na Suíça.
O surto de hantavírus a bordo do MV Hondius levou à morte de vários passageiros e motivou uma operação internacional de vigilância sanitária, envolvendo autoridades de diferentes países. Apesar da gravidade dos casos registados, a OMS mantém, até ao momento, a avaliação de risco global como baixa, garantindo que continuará a monitorizar de perto a evolução da situação.