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Crise humanitária agrava-se em Gaza apesar de cessar-fogo

Os 2,1 milhões de habitantes de Gaza permanecem confinados a menos de metade da faixa, indicaram esta quarta-feira (6) responsáveis humanitários da Organização das Nações Unidas

Xinhua

A população não consegue aceder a partes de Gaza onde se encontram reservas de terrenos e infra-estruturas críticas. Também não pode viajar para o estrangeiro nem aceder à Cisjordânia, onde estão disponíveis serviços como cuidados de saúde especializados, afirmou o Gabinete das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).

As pessoas autorizadas a sair no âmbito de evacuações médicas representam apenas uma pequena fração daqueles que necessitam de serviços indisponíveis localmente, acrescentou o organismo em comunicado.

O restabelecimento dos serviços locais está dificultado devido às restrições à entrada de bens essenciais e às limitações impostas às operações de parceiros humanitários, referiu.

Apesar dessas restrições, os parceiros do OCHA distribuíram na semana passada quase 5.000 artigos de cama, 600 kits de cama, mais de 1.500 kits de vedação e cerca de 550 tendas a mais de 4.400 famílias. As organizações responsáveis pela segurança alimentar continuam a fornecer cerca de 1,1 milhões de refeições por dia através de mais de 120 cozinhas, segundo o gabinete.

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Mais de seis meses após a declaração de um cessar-fogo, a fome não desapareceu em Gaza, citou o OCHA, com base no Programa Alimentar Mundial. As famílias continuam dependentes da ajuda alimentar, numa altura em que os alimentos frescos permanecem demasiado caros. Uma em cada cinco famílias faz apenas uma refeição por dia.

O OCHA indicou ainda que os parceiros no terreno alertam para a escassez de gás de cozinha, o que obriga quase sete em cada dez famílias a queimar resíduos e a recorrer a outros métodos inseguros para cozinhar, um aumento de 13% face ao mês anterior.

Na Cisjordânia, o deslocamento de populações devido à violência de colonos continua. Na última semana, o OCHA registou a deslocação de mais de 30 pessoas após repetidas ameaças e ataques contra comunidades pastoris em Hebron e Ramallah.

Desde 2023, mais de 5.900 palestinianos foram deslocados por violência de colonos, incluindo cerca de 2.000 apenas este ano, acrescentou o organismo.

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