Shin Jong-o foi “encontrado inconsciente por volta da 01:00 da manhã [00:00 em Macau] nas instalações no Tribunal Superior de Seul“, disse à agência de notícias France-Presse (AFP) um oficial da polícia.
O magistrado foi levado para o hospital, onde foi declarado morto, acrescentou o investigador, sublinhando que “não há indícios de que tenha sido um ato criminoso”.
No entanto, o dirigente da esquadra de Seocho, um distrito da capital, negou que Shin tenha deixado uma carta de suicídio, algo avançado pela imprensa sul-coreana.
Em 28 de abril, o juiz condenou Kim Keon-hee a quatro anos de prisão, aumentando a pena inicial de 20 meses por corrupção, e impôs uma multa de 50 milhões de won (cerca de 29 mil euros). O Tribunal Superior de Seul anulou a absolvição inicial da acusação de manipulação de ações.
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Durante a leitura da sentença, que foi transmitida em direto pela televisão sul-coreana, Shin Jong-o declarou que Kim Keon Hee “não admitiu a sua culpa e, em vez disso, recorreu repetidamente a desculpas”. Kim, de 53 anos, é casada com o ex-chefe de Estado Yoon Suk-yeol, que desempenhou funções entre 2022 e 2025.
Em agosto de 2025, a ex-primeira-dama foi acusada de corrupção, suborno e fraudes no mercado bolsista, incluindo manipulação de preços de ações, assim como de influenciar indevidamente as listas de candidatos do Partido do Poder Popular.
Em dezembro de 2024, Yoon Suk-yeol declarou a lei marcial para alegadamente combater elementos “pró-Coreia do Norte” no parlamento, medida que revogou poucas horas depois.
Yoon foi destituído do cargo em abril de 2025 e, em fevereiro passado, o Tribunal Distrital Central de Seul considerou o ex-chefe de Estado culpado de liderar uma insurreição e condenou-o a prisão perpétua.