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China e Índia trocam acusações sobre conflito na fronteira

Índia e China se acusaram mutuamente, neste sábado (5), pela escalada de tensões sobre o conflito na fronteira do Himalaia, um dia após uma reunião de alto nível entre os dois países depois de confrontos mortais em junho.

O ministro da Defesa indiano, Rajnath Singh, e seu homólogo chinês, o general Wei Fenghe, acusaram um ao outro de agravar a situação.

Os dois homens se encontraram em Moscou na sexta-feira, paralelamente a uma reunião da Organização de Cooperação de Xangai.

Singh disse que teve discussões “francas” com seu colega chinês sobre o conflito na fronteira e sobre as tensas relações entre os dois países mais populosos do planeta. 

As tensões entre a Índia e a China em sua fronteira no Himalaia aumentaram desde junho, quando ocorreram combates corpo a corpo entre seus respectivos soldados. Esse incidente, de violência incomum em 45 anos, deixou 20 mortos do lado indiano e um número desconhecido de vítimas nas fileiras chinesas.

Nova Deli e Pequim culparam-se mutuamente pelos confrontos. Os exércitos de ambos os países enviaram dezenas de milhares de soldados de reforço para a região.

O ministro indiano ressaltou em comunicado que “as ações das tropas chinesas, como a concentração de um grande número de militares, o seu comportamento agressivo e as tentativas de mudar unilateralmente o status quo, constituem uma violação” dos acordos entre os dois vizinhos. 

Ele acrescentou que Nova Delhi deseja resolver o conflito por meio de negociações, mas que, “ao mesmo tempo, não deve haver dúvidas sobre nossa determinação em proteger a soberania e integridade territorial da Índia”.

O ministro chinês também adotou uma atitude igualmente intransigente. 

“A causa da tensão atual na fronteira China-Índia é muito clara e a Índia deve assumir totalmente sua responsabilidade”, disse o general Wei. 

“O território da China não será perdido”, acrescentou, instando a Índia a “aumentar seu controle sobre suas forças posicionadas na fronteira” e “abster-se de qualquer ação que possa provocar uma escalada”.

Neste contexto, a Índia retirou-se dos exercícios militares organizados pela Organização de Cooperação de Xangai para evitar que suas tropas fiquem ao lado das forças chinesas.

Também está recorrendo cada vez mais à arma econômica contra a China nessa disputa, ao proibir os aplicativos chineses ou congelar a participação de empresas chinesas em contratos de infraestruturas de telefonia 5G.

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Meio de comunicação social generalista, com foco na relação entre os Países de Língua Portuguesa e a China

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