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Kim Jong-un admite que Coreia do Norte está com problemas na economia

O líder norte-coreano admitiu que as sanções internacionais, a pandemia e as recentes inundações afetaram a economia do país, convocando para janeiro um congresso extraordinário do partido para elaborar um plano quinquenal de dinamização da economia.

O anúncio foi feito durante uma sessão plenária do Partido dos Trabalhadores, realizada na quarta-feira, na qual Kim Jong-un “falou sobre as falhas e conquistas” do regime desde a reunião anterior, em 2016, avançou hoje a agência oficial norte-coreana KCNA.

Com uma franqueza invulgar, o líder norte-coreano, Kim Jong Un, defendeu a necessidade de adotar um plano de desenvolvimento de cinco anos para melhorar o fornecimento de energia e a produção agrícola e industrial da Coreia do Norte.

Kim reconheceu as deficiências económicas causadas por “desafios inesperados e inevitáveis” e “pela situação na região que rodeia a península coreana”, referiu a KCNA.

A economia norte-coreana é alvo de várias sanções da comunidade internacional, impostas pelo Conselho de Segurança da ONU para forçar Pyongyang a abandonar os seus programas nucleares e de armamento, que têm sido muito reforçados por Kim Jong-un.

Além das sanções económicas – que reduziram significativamente o comércio com a China, seu principal aliado e salvação económica -, a Coreia do Norte teve de enfrentar as consequências da pandemia da covid-19 e os danos causados por chuvas torrenciais que assolaram o país nas últimas semanas e destruíram milhares de casas e quase 100.000 acres de plantações.

Na semana passada, Kim demitiu o seu primeiro-ministro, após uma avaliação do desempenho do gabinete nas políticas económicas.

O líder norte-coreano sublinhou, no entanto, que o país manterá as suas fronteiras fechadas e irá rejeitar qualquer intervenção externa.

Embora a programação do novo congresso do partido para janeiro reflita a esperança de que a pandemia diminua até lá, a Coreia do Norte poderá decidir abrir-se ao comércio internacional, especialmente se o seu já precário sistema de saúde continuar a gerar preocupação, considerou o analista do Instituto Sejong da Coreia do Sul, Cheong Seong-Chang.

O último congresso extraordinário do Partido dos Trabalhadores aconteceu há 36 anos, tempo que representa todo o reinado de Kim Jong Il (1994-2011), pai de Kim Jong-Un.

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