Marzieh Nayyeri, uma mulher iraniana de 24 anos, foi executada por enforcamento na prisão central de Qazvin, conhecida como Choobindar, no passado dia 8 de agosto. A informação foi divulgada por organizações de defesa dos direitos das mulheres ligadas à oposição iraniana, que afirmam que a jovem era vítima de um casamento forçado e que matou um homem quando tentava defender-se de uma agressão sexual.
A execução ocorreu depois de Nayyeri ter sido condenada por homicídio premeditado e sentenciada à pena de morte por qisas, princípio jurídico que prevê retaliação em casos de homicídio. A informação sobre a condenação e a execução é atribuída pelo National Council of Resistance of Iran (NCRI) à sua rede de fontes no país.
Segundo a mesma organização, Marzieh Nayyeri foi obrigada pela família a casar aos 17 anos. Terá posteriormente enfrentado violência e uma relação marcada por abusos.
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A versão divulgada por ativistas iranianos sustenta que, quando tinha cerca de 18 anos, o marido e um parceiro de negócios deste tentaram agredi-la sexualmente. Nayyeri terá resistido e, durante o confronto, um dos homens morreu. Foi posteriormente acusada de homicídio e condenada à morte.
É importante sublinhar que os detalhes relativos à agressão sexual e às circunstâncias concretas do homicídio não foram confirmados por uma fonte judicial iraniana independente. A informação disponível sobre o caso provém sobretudo de organizações ligadas à oposição iraniana e de fontes de defesa dos direitos humanos.