O eclipse solar total desta quarta-feira ficou marcado por pouco mais de 25 segundos de totalidade em Portugal, mas também por uma imagem que já está a ser descrita como histórica. No Parque Natural de Montesinho, um avião cruzou o enquadramento no momento em que a Lua ocultava completamente o Sol, numa fotografia captada pelo fotógrafo Miguel Claro, da TSF.
O fenómeno levou milhares de pessoas ao distrito de Bragança, uma das poucas zonas do território continental onde foi possível observar a totalidade do eclipse. No aeródromo de Bragança, cerca de 7500 pessoas reuniram-se para acompanhar o momento.
A expectativa era elevada, mas a duração da totalidade em território português era extremamente curta. Ainda assim, as condições acabaram por proporcionar uma oportunidade rara para quem se dedicou a fotografar o fenómeno.
Um avião atravessou o eclipse
Em Montesinho, Miguel Claro conseguiu captar o instante em que um avião atravessou a zona do eclipse. A coincidência transformou uma fotografia já difícil de conseguir numa imagem particularmente invulgar.
O registo valeu-lhe a designação informal de “Nobel da Fotografia”, uma expressão utilizada para descrever a qualidade e a raridade da imagem.
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A fotografia exigia preparação rigorosa. Fotografar um eclipse total implica trabalhar com uma janela temporal muito curta e antecipar com precisão a posição do Sol, da Lua e, neste caso, de um possível objeto a atravessar o enquadramento.
Expectativas acabaram por ser superadas
Apesar dos escassos segundos de totalidade, os participantes no norte de Portugal consideraram que a experiência correspondeu às expectativas. A observação do eclipse mobilizou população, astrónomos e fotógrafos, num acontecimento considerado excecional pela sua raridade.
O eclipse também teve impacto na operação do sistema elétrico nacional. A REN acompanhou o fenómeno devido à redução temporária da produção solar provocada pela passagem da Lua diante do Sol.
Depois do eclipse, a noite trouxe ainda outro fenómeno astronómico: a chuva de meteoros das Perseidas, permitindo prolongar o espetáculo celeste para além da passagem da sombra da Lua.