A observação do eclipse solar de 12 de agosto pode ficar comprometida em várias praias das regiões Norte e Centro de Portugal devido à presença de nebulosidade baixa. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) alerta para uma faixa de nuvens junto ao litoral que poderá coincidir com o período do fenómeno astronómico.
Segundo as previsões mais recentes, a situação será particularmente problemática na faixa costeira entre Cabo Raso, em Cascais, e Caminha, onde a nebulosidade poderá dificultar ou mesmo impedir a observação direta do Sol. Em algumas zonas costeiras, as condições poderão tornar a observação “quase impossível”, de acordo com a informação divulgada pela TSF.
Interior apresenta melhores condições
As previsões são, contudo, mais favoráveis no interior do país. O IPMA aponta para céu pouco nublado ou limpo na generalidade do território continental, embora não descarte a possibilidade de alguma nebulosidade.
A diferença poderá ser determinante para quem pretende acompanhar o eclipse. Nas zonas mais afastadas da costa, sobretudo no Norte e Centro interior, as probabilidades de encontrar o Sol descoberto são superiores às registadas junto ao Atlântico.
O distrito de Bragança assume particular importância, uma vez que uma pequena área do Nordeste transmontano integra a faixa de totalidade. Em Portugal, o eclipse será apenas parcial na esmagadora maioria do território, sendo a totalidade observável tecnicamente em zonas como Guadramil e Rio de Onor.
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Praias podem não ser a melhor escolha
A habitual preferência pelas praias para observar fenómenos astronómicos pode, desta vez, revelar-se uma aposta de risco. A nebulosidade marítima poderá tapar precisamente a zona do céu onde estará o Sol no momento do eclipse.
Para quem ainda pode escolher o local de observação, as previsões apontam para vantagens em zonas interiores e em locais com horizonte oeste-noroeste desimpedido, já que o eclipse ocorrerá durante a tarde e o Sol estará relativamente baixo no céu.
Independentemente das condições meteorológicas, a observação deve ser feita com óculos específicos para eclipses e devidamente certificados. Óculos de sol comuns, vidro fumado ou outros métodos improvisados não protegem os olhos da radiação solar.
O eclipse desta quarta-feira é particularmente aguardado porque será o primeiro eclipse solar total visível na Europa desde 1999. Em Portugal, porém, a totalidade ficará limitada a uma pequena zona do Nordeste transmontano.