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Pelo menos cinco professores morreram em Cabo Delgado e mais de 61 mil alunos foram afetados

Pelo menos cinco professores foram mortos e 61.789 alunos foram afetados pelos ataques de grupos armados na província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, anunciou o chefe de Estado moçambicano.

“Os terroristas, na província de Cabo Delgado, assassinaram cinco professores e foram afetadas um total de 138 escolas, ao serviço de 61.789 alunos”, disse Filipe Nyusi, falando numa comunicação sobre os desafios do setor da educação e saúde na quinta-feira na província de Manica, centro de Moçambique.

Além de afetar o funcionamento das escolas, segundo o chefe de Estado moçambicano, os grupos armados em Cabo Delgado destruíram total e parcialmente as instalações dos serviços distritais de educação de Muidumbe, Quissanga e Macomia.

A província nortenha de Cabo Delgado está sob ataque desde outubro de 2017 por insurgentes, classificados desde o início do ano pelas autoridades moçambicanas e internacionais como ameaça terrorista.

Em dois anos e meio de conflito em Cabo Delgado, onde avança o maior investimento privado de África para exploração de gás natural (liderado pela francesa Total), estima-se que já tenham morrido, pelo menos, 1.000 pessoas.

De acordo com as Nações Unidas, os ataques armados já forçaram à fuga de mais de 250.000 pessoas de distritos afetados pela violência, mais a norte da província.

Além das incursões armadas no norte de Moçambique, Filipe Nyusi destacou desafios de segurança no setor da educação nas províncias de Manica e Sofala, centro de Moçambique, onde, desde agosto do último ano, um grupo dissidente da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido de oposição, tem protagonizado ataques armados, tendo provocado a morte de pelo menos 24 pessoas.

“As ações dos homens armados na província de Manica afetaram nove escolas no distrito de Gondola, com 4.283 alunos, e uma escola em Macate, com 282 alunos. Na província de Sofala, foi afetada uma escola, com 567 alunos”, declarou Filipe Nyusi.

Segundo o chefe de Estado, a violência no centro e no norte de Moçambique afetou também um total de 691 unidades de saúde, ameaçando os esforços do Governo para expandir o acesso à saúde no país.

“Esta violência gratuita, além de representar a violação contra os direitos humanos que deve ser condenada por todos, é um revês aos esforços para melhoria das condições de saúde das comunidades”, declarou o chefe de Estado moçambicano.

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