Sulu Sou voltou na quinta-feira a levar os acontecimentos de 4 de Junho à Assembleia Legislativa. Munido com uma impressão da icónica imagem do ‘Homem do Tanque’, Sulu Sou gerou debate em torno dos conceitos de reunião e manifestação. Depois das filhas de Au Kam San terem sido detidas por suspeita de reunião ilegal no aniversário do massacre de Tiananmen, o deputado quis saber com o que é que a população pode contar.
“Esta definição é muito importante, porque se for clara, a população não vai cair nas malhas da lei”, afirmou. “Eu pergunto ao Sr. Comandante: ‘Se eu mostrar junto ao Largo do Senado esta fotografia significa que eu já estou a reunir ou a fazer uma manifestação. E se no dia seguinte eu mostrar outra placa a defender algumas teorias ou ideias a situação já é diferente’. Queria então perguntar qual é a vossa definição, para não induzir as pessoas em erro”, acrescentou.
Au Kam San entrou na discussão e disse que a polícia está a transfigurar o regime e a privar os residentes de um direito fundamental. “Agora não temos uma definição de reunião e manifestação e a polícia distorce a interpretação desta definição, punindo os actos que não são reuniões nem manifestações. Vão usar esta lei para acusá-las. Estão então a transformar, a transfigurar, um regime portador do direito de reunião e manifestação num regime que priva os nossos residentes de um direito fundamental”, disse.
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