"Falta capacidade aos docentes para ensinar seja em que língua for" - Plataforma Media

“Falta capacidade aos docentes para ensinar seja em que língua for”

António Sampaio (delegado da Lusa) faz o retrato de Timor-Leste a Celina Santos (professora universitária), no âmbito das Jornadas do 10 de Junho online, em dia dedicado aquele país

Timor-Leste tem-se mantido genericamente estável e sem focos de grande violência, apesar dos episódios de 2006 e 2008 e da instabilidade política dos últimos 3 anos, desde que conseguiu a independência em 2002. No entanto, o país pode-se congratular por ter conseguido chegar até onde chegou, depois de uma viagem muito atribulada, e que serve de exemplo para muitos países.

Muitos são os problemas económicos e sociais com que o país se depara. A educação não é exceção. Mas “infelizmente, o tema mais debatido na questão da educação em Timor-Leste é a questão da língua. Digo infelizmente porque acaba por passar a perceção que essa é a maior condicionante ao funcionamento do sistema educativo em Timor. E não é. Também é, mas não é o único!”, diz António Sampaio.

O sistema educativo depara-se com muitos problemas que vão desde a falta de infrastruturas físicas escolares à falta de professores suficientes. Acima de tudo, há a questão da língua, mas ao nível da falta da capacidade dos docentes para ensinar seja que língua for.

“Globalmente é um povo que ainda sente os efeitos de algum isolamento”. Mas tem conhecido nos últimos anos, em virtude de cada vez mais timorenses viajarem em lazer, estudo ou trabalho, uma maior abertura ao mundo. Entre uma sociedade conservadora em diversas questões sociais e políticas e de grande resiliência noutras, acha seruma população com alguma capacidade de “fazer do pouco muito”, salienta.

Veja aqui a entrevista na íntegra com António Sampaio, delegado da Lusa em Timor-Leste.

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