As tarefas de Ho - Plataforma Media

As tarefas de Ho

Para o chefe do Governo, a reforma da Administração Pública e o aperfeiçoamento do sistema jurídico “são exigências da população e requisitos indispensáveis para uma boa governação”. Ambos, disse, “não acompanham [passados 20 anos] a nova conjuntura de desenvolvimento”.

Ho comprometeu-se a tratar “da melhor forma” a relação entre a “defesa de ´um País´”, e o aproveitamento pleno das “vantagens do segundo sistema” e das singularidades de Macau.

Sobre Hengqin, Ho Iat Seng foi categórico: a ilha “é o ponto de partida para a participação de Macau na construção da Grande Baía, a integração na construção nacional, sendo também um novo, conveniente e adequado espaço para a diversificação económica”.

E é através do reforço da cooperação com Guangdong e Zhuhai que o chefe do Executivo vê o desenvolvimento das vantagens de Macau como plataforma entre a China e os PLP “em direção a uma plena abertura do País ao exterior”. Ho aproveitou para anunciar que ali vai ser criado um centro internacional para o comércio entre a China e os Países de Língua Portuguesa.

Disse ainda que existem projetos de desenvolvimento tecnológico integrado no valor de 400 mil milhões de patacas prontos para investir em Hengqin, ilha que as autoridades querem transformar num centro de internacionalização, com um importante foco nos negócios com países lusófonos.

A crise global de saúde pública causada pelo surto de Covid-19 ocupou, obviamente um papel central nas diferentes intervenções do chefe do Governo ao longo dos dois dias (segunda-feira e terça-feira) em que esteve na Assembleia e num encontro com jornalistas. Ho indicou que, no âmbito das políticas locais de combate à epidemia do novo coronavírus, as despesas públicas vão ultrapassar os 50 mil milhões de patacas.

Com a epidemia “basicamente controlada”, lembrou que esta é a responsável pelo primeiro ano económico com orçamento deficitário desde a passagem da administração de Macau de Portugal para a China, em 1999.

Para ultrapassar a crise no território, fruto da paragem do motor da economia local – a indústria do jogo – o responsável anunciou que Macau vai pedir, com brevidade, a Pequim o regresso e alargamento de vistos turísticos, suspensos devido à pandemia. Lembrou que em fevereiro Macau registou menos 95,6 por cento de visitantes, mês em que casinos fecharam, pelo menos, 15 dias. O chefe do Governo de Macau afastou qualquer hipótese de reduzir o imposto sobre o jogo para ajudar os casinos, assim como um cenário de prorrogação das concessões do jogo cujos concursos programados para 2022.

Ho Iat Seng disse ainda que os próximos anos serão marcados por “um período dourado” de obras públicas, designadamente relacionadas com os transportes urbanos, habitação pública e instalações governamentais. Uma das obras emblemáticas será a construção de um túnel subaquático no traçado do metro ligeiro até Hengqin que ligará, no futuro, à rede ferroviária de alta velocidade do continente, assegurou.

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