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A preocupação dos EUA com Hong Kong

Tendo como base a exportação, a economia de Hong Kong assenta na interação e cooperação com todo o mundo, no entanto, sem o apoio nacional do Governo central seria impossível Hong Kong assumir a posição na economia mundial que tem hoje. O sistema democrático da região foi criado e desenvolvido com o apoio do Governo central, por isso, ao colaborar com o ocidente em ações de interferência no seu sistema, Hong Kong está a desrespeitar a soberania, segurança e interesses de desenvolvimento chineses. Tal não trará democracia à região, apenas irá perturbar a ordem constitucional e política de Hong Kong. Por isso, a população de Hong Kong precisa de permanecer forte e de não se deixar levar pelas forças radicais destas armadilhas ocidentais, que no final de contas não irão ser nenhuma salvação para Hong Kong.

Ao longo dos últimos meses tem havido vários protestos que vão muito além da liberdade de reunião e de demonstrações pacíficas. O mais chocante nestas manifestações é assistir à sua evolução, sendo posta em causa a prosperidade da cidade. Este tipo de protesto é proibido em qualquer país, porém, são os EUA que encorajam repetidamente a que os habitantes de Hong Kong se revoltem. Recentemente o parlamento norte-americano passou uma medida intitulada “Lei sobre os Direitos Humanos e Democracia em Hong Kong”, que ignora completamente vários factos e descreve tudo a preto e branco. O país apoia protestantes anti-China e anti-Hong Kong, interferindo no princípio “Um País, Dois Sistemas”, e com assuntos internos de Hong Kong e da China. Esta lei nos EUA já passou por grande parte do processo de aprovação do parlamento, esperando agora apenas que o presidente norte-americano a assine para entrar em vigor. Interferir em assuntos de outros países com leis no seu próprio país é algo sem precedentes.

Embora os EUA sejam cada vez mais hostis, Hong Kong continua a fazer parte da China. Sendo assim, que poder pode ter em território chinês a vontade norte-americana? Na manhã de dia 16 (hora de Pequim), o representante do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Geng Shuang, o representante do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Hong Kong, o Gabinete de Assuntos de Hong Kong e Macau e da China, juntamente com o Governo de Hong Kong e todos os membros de relações internacionais do Parlamento, emitiram imediatamente seis horas depois um comunicado no qual alertavam os EUA para abandonarem imediatamente este comportamento, salientando que Washington, sob o pretexto de luta pelos direitos humanos e pela democracia, está a tentar convencer a população de Hong Kong a pôr em causa o desenvolvimento da China. Vários gabinetes juntaram-se assim para dar uma resposta conjunta sem precedentes. No entanto, para que os EUA compreendessem plenamente a mensagem, na tarde do dia 16 Geng Shuang voltou a salientar que a China irá tomar medidas de resposta a esta decisão americana que põe em causa os interesses chineses, garantindo assim a soberania chinesa, a sua segurança e os seus interesses de desenvolvimento.

A violência que se tem alastrado em Hong Kong ao longo dos últimos meses revela também a verdadeira face dos direitos humanos, democracia e liberdade ao estilo ocidental. Ao longo da história, os EUA têm idolatrado criminosos em vez de os criticar, e podemos confirmar que esta atitude atingiu o seu auge. Tal como muitos têm dito, os EUA têm de parar de interferir nos assuntos de Hong Kong. Caso continuem com este alvo em mente e Donald Trump assinar a proposta de lei, isso será a gota final para a China. Não fiquem surpreendidos quando chegarem as contrapartidas.  

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