Brasil, Portugal, Angola - Plataforma Media

Brasil, Portugal, Angola

1- O Brasil será um dos parceiros da edição do próximo ano do Fórum de economia de Turismo Global  em 2019. É mais um passo de aproximação de Brasília a Macau, na sequência da nomeação de um diplomata brasileiro baseado no Consulado de Hong Kong para acompanhar, como delegado, mais de perto os trabalhos do Secretariado Permanente do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua  Portuguesa (Fórum Macau). O discurso de dirigentes brasileiros face a Macau mudou, abrindo caminho à expectativa de isso ser traduzido em ação com foco nas pequenas e médias empresas, educação, cultura e ciência. Foi também este ano que o Secretário para a Economia e Finanças de Macau, Lionel Leong, visitou o Brasil.  Todavia, os pequenos mas importantes avanços registados ao longo do último ano correm o risco de ser travados, caso a retórica anti-China de Bolsonaro, o candidato, se traduza em ação do potencial presidente Bolsonaro.

2 – O Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Augusto Santos Silva, completou uma importante visita a Cantão, Macau e Pequim esta semana. Surge numa altura em que as relações bilaterais luso-chinesas estão em alta, com a forte presença de investimento chinês em Portugal e os preparativos da visita do presidente Xi Jinping a Lisboa, as comemorações em 2019 do 20o aniversário da transferência de administração de Macau e dos 40 anos do reatamento das relações diplomáticas entre Lisboa e Pequim. Santos Silva deixou claro que Portugal quer formalizar a adesão à Iniciativa Faixa e Rota, deseja o reatamento da ligação direta aérea entre as duas capitais (atualmente suspensa) e a abertura de caminho para a entrada de mais produtos portugueses na China continental, nomeadamente do sector agro-alimentar. Sendo compreensível a prioridade dada à dimensão bilateral, Portugal devia mostrar mais empenho num precioso instrumento de cariz multilateral que engrandece Macau e que aproxima os países lusófonos através desta cidade: o Fórum Macau. Os resultados são fruto do empenho de todos e Portugal pode e sabe fazer mais e melhor. 

3- O Consulado de Angola em Hong Kong está em processo de encerramento.  Embora este passo signifique uma redução da presença angolana nesta zona do mundo, a decisão de manter em funcionamento o consulado em Macau surge como um alívio não apenas para a comunidade angolana local, mas também para Macau, Angola, a China e a plataforma sino-lusófona baseada nesta cidade. 

P.S.: A jornalista e editora do PLATAFORMA Catarina Brites Soares venceu o Prémio de Jornalismo da Lusofonia – atribuído pelo Jornal Tribuna de Macau e pelo Clube Português de Imprensa – com o trabalho “Ler sem limites”, publicado nas páginas deste jornal. É um distinção que ilustra bem a qualidade do seu trabalho e que muito nos orgulha.  

José Carlos Matias 26.10.2018

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