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Pilotos portugueses precisariam de cerca de um ano para dominar Gripen-E, um caça que suecos querem vender a Portugal

Os pilotos da Força Aérea Portuguesa atualmente treinados no F-16 demorariam cerca de um ano a dominar plenamente todas as capacidades do caça sueco Gripen-E, caso Portugal opte pela aquisição da aeronave de nova geração. A estimativa foi avançada por Jussi Halmetoja, piloto de testes e consultor da Saab, durante uma demonstração à imprensa portuguesa em Linköping, na Suécia.

A adaptação inicial ao caça para missões de combate ar-ar poderia ser mais rápida, situando-se entre três a quatro meses. No entanto, a transição completa para a total exploração operacional da plataforma — incluindo sistemas avançados de guerra eletrónica, gestão de missão e integração de armamento — exigiria aproximadamente um ano de treino e operação.

O Gripen-E é uma das opções em análise no processo de substituição dos F-16 portugueses, já em fase de envelhecimento. A Saab compete com o F-35 da norte-americana Lockheed Martin e com o Eurofighter Typhoon, desenvolvido por um consórcio europeu liderado pela Airbus.

Embora o Governo português ainda não tenha formalmente lançado o processo de aquisição, o ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, já confirmou que os potenciais fornecedores estão a realizar demonstrações das suas capacidades.

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Durante a apresentação, a Saab destacou a arquitetura digital do Gripen-E, que permite atualizações rápidas de software e alterações operacionais no próprio dia. A empresa sublinha ainda a elevada flexibilidade logística da aeronave, incluindo a capacidade de reabastecimento e rearmamento em cerca de 15 minutos, com uma equipa reduzida de cinco pessoas.

Outro argumento central da fabricante sueca é o custo global do programa, que, segundo o vice-presidente da área Gripen, Daniel Boestad, poderá representar cerca de um terço do valor total face a soluções concorrentes ao longo do ciclo de vida da aeronave.

O Gripen-E apresenta ainda taxas de disponibilidade operacional entre 80% e 90%, o que, segundo a Saab, permite uma maior presença em missões como vigilância aérea e patrulha marítima — relevantes para um país com extensa zona económica exclusiva como Portugal.

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