Guerra comercial e reentrada de navios americanos no Mar do Sul da China - Plataforma Media

Guerra comercial e reentrada de navios americanos no Mar do Sul da China

No dia 23 de março, após várias críticas por parte dos media, entrou em vigor o artigo que resultou da investigação “section 302”, aprovado pelo presidente americano Donald Trump. Tal medida, ao impor altas taxas de imposto sobre importações de aço e alumínio, denota que Trump quer dar início a uma guerra comercial com todos os parceiros dos Estados Unidos. Todavia, esta medida protecionista foi recebida com críticas da comunidade internacional, e causou repercussões no mercado da bolsa de valores. Mais tarde, Trump fez algumas alterações, ditando que vários países aliados, como por exemplo países da União Europeia, não são abrangidos por este imposto. No entanto, em relação à China, cujas exportações de aço e alumínio representam uma pequena parte das trocas comerciais com os Estados Unidos, Trump continua a querer impor uma tarifa com um valor total de 60 mil milhões de dólares. A justificação dada por Trump é a de que os EUA possuem de momento um défice comercial no valor de 700 mil milhões de dólares, onde 500 mil milhões se devem a trocas com a China, e por isso devem ser adotadas medidas mais drásticas com este país. A China sempre salientou o facto de o seu excedente comercial com os EUA se dever a diversos fatores, tendo o país sempre se preocupado em seguir à risca as regulamentações da Organização Mundial do Comércio. A China sempre repetiu que não procura começar uma guerra comercial, no entanto, deparando-se com tal abordagem americana, anunciou também uma taxa com um valor total de 3 mil milhões de dólares sobre produtos agrícolas como feijão e carne de porco com origem americana.

Aquando do início desta guerra comercial, no mesmo dia, 23 de março, o contratorpedeiro americano USS Mustin deu entrada no mar do Sul da China, tendo sido depois expulso pelos navios chineses 570 e 514. Ren Guoqiang, representante do Ministério de Defesa Nacional chinês, salientou o facto de a China lutar ao máximo para respeitar e garantir a liberdade de navegação, tanto marítima como aérea, que todos os países, de acordo com lei, possuem neste mar. Porém, opõe-se, veementemente a qualquer violação desta liberdade, que poderá pôr em risco a segurança costeira e que por isso é um ataque à paz e estabilidade da região. Ren Guoqiang exigiu ainda que o lado americano respeite a soberania e segurança chinesas, assim como a paz, estabilidade e tranquilidade que toda a comunidade mundial tanto procura. Qualquer provocação por parte dos Estados Unidos só irá levar a que a China reforce a capacidade de defesa militar, de forma a proteger a soberania e segurança nacionais, garantindo assim paz e estabilidade na região. 

Na verdade, os EUA não procuram apenas dificultar as trocas comerciais chinesas, mas procuram efetivamente iniciar uma guerra comercial. A mobilização do contratorpedeiro americano USS Mustin é apenas mais outra provocação, depois de o mesmo ter acontecido em janeiro com o USS Hopper. O objetivo dos Estados Unidos é o de testar a capacidade de resposta militar chinesa na iminência de uma verdadeira guerra comercial. 

Felizmente, este incidente com o USS Mustin não levou a mais conflitos entre as duas nações, mas prova que a China está preparada para se defender contra vários ataques simultâneos dos Estados Unidos. 

DAVID Chan  29.03.2018

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