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Regozijo-me neste espaço, que tão importante tem sempre sido para a afirmação deste projeto, numa terra parca de opinião e de pensamento feito em público, que estou a preparar a passagem de testemunho para o José Carlos Matias, jornalista de grande calibre e apurado sentido estratégico, que sigo desde os seus primeiros dias na Rádio Macau, depois na televisão e, mais recentemente, na presidência da Associação de Imprensa Portuguesa e Inglesa de Macau.

Além da direção deste jornal,  JCM será também responsável pela condução de um conceito que por vezes a mim próprio espanta: o da rede externa do Global Media Group. E onde está a surpresa? Na recetividade que o conceito hoje encontra em novos parceiros com quem estamos já a negociar em Moçambique, Angola e Brasil, depois dos parceiros chineses, a começar pelo China Daily, terem rapidamente percebido o potencial de uma rede que naturalmente ganha outro fôlego com a entrada da KNJ na estrutura acionista do Global Media Group.

Considero as minhas novas funções na vice-presidência da holding que detém marcas como a TSF, o DN ou o JN, incompatíveis com a direção deste jornal. Mas sobretudo sei que está na hora de dar a este projeto sangue novo e uma liderança forte e dedicada, pois os desafios são muitos e pedem cada vez mais de quem os abraça e lidera.

Agradeço a toda a equipa do Plataforma, aos anunciantes, aos parceiros, aos leitores… e a todos quantos em Macau contribuíram para chegarmos a este ponto. Mas não posso deixar de agradecer especial e publicamente à minha companheira,  Alexandra Lemos, que agarrou este projeto quando ele tinha morte anunciada e atravessou de mão dada comigo, sem medo nem psicodramas, o deserto que nos trouxe até aqui.

Mas quero também lembrar, a todos nós, e a todos vós, que este momento não é o fim de nada. É apenas o início de mais uma longa e ambiciosa aventura, que dando hoje passos mais largos e ambiciosos, enfrenta dificuldades acrescidas, com o mesmo rigor, a mesma cultura de exigência e a mesma paixão com que demos todos e cada um dos pequenos passos que viram nascer, sobreviver e crescer um conceito muito claro: afirmar Macau enquanto centro económico, cultural e político com interesse estratégico global, com base na ponte entre a maior economia do mundo – a breve prazo – e economia da língua portuguesa. 

Paulo Rego  19.01.2018

Este artigo está disponível em: 繁體中文

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