Coreia do Sul esforça-se para reatar laços com China (I) - Plataforma Media

Coreia do Sul esforça-se para reatar laços com China (I)

A viagem ao sudeste asiático do presidente sul-coreano, Moon Jae In, passando pelo Vietname e pelas Filipinas para a reunião da APEC-Cooperação Económica Ásia-Pacífico e para a Cimeira do leste Asiático, foi bastante positiva. A agência de notícias sul-coreana Yonhap relatou que os resultados desta visita foram produtivos, principalmente para o reatar de laços entre a Coreia e a China.

Os laços entre a China e a Coreia do Sul têm vindo a piorar desde a instalação por parte de Seul do sistema THAAD antimíssil – Terminal de Defesa Aérea de Alta Altitude, tendo a relação entre os dois países chegado ao seu ponto mais baixo. 

No entanto, esta realidade parece já não existir. Depois de uma reunião com o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, o presidente sul-coreano afirmou: “A China e a Coreia já deixaram para trás o problema do sistema antimísseis THAAD, e decidiram continuar a desenvolver relações normalmente”. O presidente manifestou ainda expectativas em relação à visita à China, agendada para dezembro. Por sua vez, Li Keqiang referiu: “A China e a Coreia do Sul já chegaram a um consenso temporário no que diz respeito ao sistema antimíssil THAAD, e a China espera que a Coreia continue a fazer esforços nesse sentido.”

“THAAD” é um dos maiores problemas na relação entre a China e a Coreia, mas ultimamente têm ocorrido desenvolvimentos nas relações dos dois países, como a APEC- Cooperação Económica Ásia-Pacífico, que decorreu no Vietname e na qual Moon Jae In se encontrou com o presidente chinês, Xi Jinping, e também a subsequente reunião da APEC que teve lugar nas Filipinas, na qual Li Keqiang realizou diálogos bilaterais e foram organizadas visitas oficiais de uma série de líderes à China. 

Estes encontros trouxeram melhorias às relações entre os estados, e acredita-se que uma das principais causas desta melhoria é o facto de a Coreia do Sul dar grande importância ao desenvolvimento das relações com a China. Outra é o facto de o atual presidente coreano não seguir tão cegamente as decisões dos EUA como a antiga presidente Park Geun-hye, que ignorava a China e seguia a linha definida pelo Japão e pelos EUA. 

A relação entre a China e a Coreia do Sul é, na verdade, bastante próxima. Quer a nível económico quer a nível de cooperação de medidas de segurança, existem vários benefícios para ambos os lados. 

Além disso, depois de Moon tomar posse, as suas políticas para resolver a crise na península coreana também estiveram em conformidade com as chinesas. É natural que Moon, como líder da Coreia do Sul, quando confrontado com testes de mísseis e desenvolvimento de armas nucleares por parte do líder norte-coreano, Kim Jong-un, tenha sido pressionado a tomar decisões de política interna para lidar com este problema de extrema seriedade. 

No entanto, Moon sempre acreditou que a solução é bilateral, que criar apenas pressão sob a Coreia do Norte não é a solução, sendo também necessário diálogo, e neste ponto Moon está de acordo com a China. Donald Trump, em particular, tem sido o maior apoiante do uso de tropas e forças militares para resolver o problema em questão e, como aliados dos EUA, a Coreia do Sul e Moon estavam sob pressão. No entanto, quando da visita de Trump, o presidente norte-americano disse à imprensa que a questão da Coreia do Norte teria de ser resolvida pacificamente, não se podendo recorrer cegamente à via da pressão militar. 

DAVID Chan 

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