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A ciência e tecnologia chinesas vão mudar o mundo

Na passada semana, embora a temperatura tenha começado a aquecer em Macau, em Pequim o campo da ciência e tecnologia está a trazer uma nova primavera de esperança. Isto porque o líder Chinês Xi Jinping, na qualidade de secretário-geral do PCC, chefe de estado e presidente da comissão militar central, fez um apelo na Conferência Nacional de Inovação em Ciência e Tecnologia, na Conferência Académica da Academia Chinesa de Ciências e da Academia de Engenharia, assim como no Nono Congresso Nacional da Associação Chinesa de Ciência e Tecnologia, expressando que a China tem de trabalhar no sentido de se tornar uma força internacional de inovação em ciência e tecnologia dentro dos próximos 40 anos. Xi Jinping afirmou: “Para uma China forte, para um povo chinês com qualidade de vida, é preciso um grande vigor no campo da ciência e tecnologia.”

“Com novos tempos vêm novas circunstâncias e novas tarefas, obrigando-nos a ter, no campo da inovação em ciência e tecnologia, novos conceitos, novos planos e novas estratégias, para assim conseguirmos alcançar os nossos dois objetivos para o centenário e realizar o renascimento do sonho chinês: acelerar a inovação em todos os setores e aproveitar a oportunidade decisiva de competitividade a nível global . É este o nosso ponto de partida para a construção de um país forte na ciência e na tecnologia”, declarou Xi Jinping.

Desde a abertura económica, o desenvolvimento da ciência e tecnologia na China já fez avanços vertiginosos. Nos últimos anos, com um posicionamento mais claro relativamente à inovação em ciência e tecnologia, a capacidade de inovação independente aumentou significativamente, transitando de um crescimento quantitativo para um crescimento qualitativo. A disparidade da ciência e tecnologia a nível geral entre a China e outros países desenvolvidos diminuiu marcadamente, estando em alguns campos a passar de uma posição secundária para uma posição de liderança. No ano passado (2015), foram aprovadas 1.718.000 patentes no campo da ciência e tecnologia, com 30.548 pedidos de patente internacional no âmbito do Tratado de Cooperação em Matéria de Patentes, tendo a China, neste aspeto, ocupado o terceiro lugar a nível global por dois anos consecutivos desde 2013. O rápido crescimento, otimização estrutural e posição internacional em matéria de patentes refletem os crescentes desenvolvimentos da China em termos de eficácia, nível e capacidade de produção científica e tecnológica. Contudo, o desenvolvimento económico chinês está a entrar numa nova normalidade. As forças tradicionais de desenvolvimento continuam a enfraquecer e o modo de crescimento extensivo é insustentável, sendo essencial recorrer à inovação para criar um novo motor de crescimento e continuar a melhorar a qualidade e eficácia do crescimento económico.

O desenvolvimento científico e tecnológico não se adequa a ser gerido de uma perspetiva política ou executiva. A atual posição de liderança dos Estados Unidos no campo da ciência e tecnologia envolve na realidade uma grande deslocação impercetível de recursos por parte do país. As necessidades militares de desenvolvimento científico e tecnológico (incluindo a tecnologia espacial) em termos de materiais ou energia, computação eletrónica e comunicações já foram comercializadas.

Os cientistas necessitam de um espaço livre, e Xi Jinping pareceu aperceber-se deste aspeto, pois referiu a necessidade de respeitar a inspiração momentânea na investigação científica e tecnológica, a sua arbitrariedade e o seu percurso incerto, para permitir aos cientistas a sua livre imaginação, conjeturas audazes e confirmação meticulosa. Para além disso, devem ser atribuídas funções e poderes aos profissionais deste campo: um maior poder de decisão quanto ao percurso tecnológico, um maior controlo sobre os fundos e uma maior autoridade sobre a mobilização de recursos. Para reduzir a interferência comercial, os departamentos governamentais de ciência e tecnologia devem sobretudo através de estratégias, planos, políticas e serviços exibir a superioridade institucional do poder estratégico do país neste campo. Ou seja, é preciso dar liberdade aos cientistas para que possam demonstrar aquilo que melhor sabem fazer.

Atualmente, o total de recursos humanos a nível nacional em ciência e tecnologia situa-se nos 71 milhões, com mais de 5,35 milhões de profissionais de investigação e desenvolvimento. Assim que haja uma mobilização ativa destes cientistas inteligentes e um fomento da sua criatividade, acredito que a inovação científica e tecnológica da China irá mudar o mundo.

David Chan

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Meio de comunicação social generalista, com foco na relação entre os Países de Língua Portuguesa e a China

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