PARA COMPREENDER A COMPLEXIDADE DA XENOFOBIA - Plataforma Media

PARA COMPREENDER A COMPLEXIDADE DA XENOFOBIA

Nas tentativas que as pessoas fazem para entenderem a violência xenofóba que ocorre neste momento na África do Sul, há uma tendência para simplificar uma questão complexa.
Afirmar que é uma obra de criminosos, afirmar que foi por que o rei dos Zulu a decretou, afirmar que é resultado de tomada de empregos sul-africanos pelos estrangeiros, afirmar que é porque os sul-africanos odeiam outros africanos, são respostas simplistas para questões complexas. Ela é Influenciada por todos esses fatores e fortemente ligada, na minha opinião, aos altos níveis de desigualdade no nosso país, um elevado número de jovens marginalizados, uma cultura de uso da violência para resolver problemas pessoais e interpessoais, e um sentido embutido do “outro”, que nos distancia de “eles” à primeira oportunidade (e quem” eles “podem ser, depende da agenda do dia dia).
A preocupação é que as assunções simplistas, que conduzem a respostas simplistas que podem funcionar (dependendo de como se define “funcionar”) no curto prazo, mas não conseguem lidar com as preocupações subjacentes que levam às erupções desta natureza.
Na África do Sul, as pessoas não estão satisfeitas com o seu dia-a-dia e não o veem a melhorar, mas têm poucos recursos ou poder para enfrentar a situação, o que pode levar à expressão dessa frustração nos alvos mas frágeis e próximos.

Mónica Bandeira*, especial para o Plataforma Macau.

* Fundadora da organização sul africana Psychosocial Analytics. Antes, foi investigadora senior no Centre for the Study of Violence and Reconciliation, igualmente em Joanesburgo.

Este artigo está disponível em: 繁體中文

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