PORTUGAL QUER AÇÕES COMUNS COM MACAU - Plataforma Media

PORTUGAL QUER AÇÕES COMUNS COM MACAU

 

O secretário de Estado das Comunidades manifestou ao Governo de Macau a “disponibilidade” de Portugal colaborar com as autoridades da Região Administrativa Especial em ações que beneficiem ambas as partes e a comunidade portuguesa residente.

José Cesário encontrou-se na quarta-feira com Alexis Tam, o novo secretário dos Assuntos Sociais, com Raimundo do Rosário, titular da pasta das Obras Públicas, e com Wong Sio Chak, secretário para a Segurança, a quem manifestou a disponibilidade de Portugal e da representação consular local para “toda a colaboração”.

Para José Cesário, Portugal pode articular com Macau “ações em comum, que beneficiem o território, Portugal e a comunidade portuguesa”.

“Evidentemente, é nosso objetivo que essas ações de cooperação sejam ações concretas, em variadíssimos domínios – cultural, formação, segurança a todos os níveis – que se traduzam na continuidade do que tem sido feito”, disse.

Sobre o encontro com Alexis Tam, o secretário de Estado destacou a manifestação de vontade de colaborar em áreas como a saúde, a cultura e a difusão da língua portuguesa, um campo onde o Instituto Português do Oriente terá “um papel decisivo”.

Apesar de reconhecer que este instituto tem hoje “uma resposta mais cabal” para os desafios apresentados, José Cesário defendeu que deve ter um papel mais interventivo no campo regional.

“O nosso plano é passar para outros pontos da Ásia e fiquei muito feliz por ouvir o senhor secretário referenciar oportunidades e necessidades de colaboração no plano cultural e no plano da língua, porque aí o IPOR terá sempre um papel absolutamente decisivo”, afirmou.

Sobre Raimundo do Rosário, que até 20 de dezembro foi chefe da Missão de Macau em Lisboa, José Cesário lembrou que “conhece muito bem Portugal” e sabe aquilo que o país pode oferecer para “uma colaboração frutífera para o desenvolvimento de Macau”.

José Cesário está em Macau para uma visita de três dias, durante a qual será lançada uma nova plataforma de registo consular que permitirá diminuir o tempo de espera para a renovação de documentos de identidade ou de viagem necessários aos 168 mil portugueses que residem em Macau e Hong Kong, a maioria dos quais de etnia chinesa.

 

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