CHOW E CHAN: UM APOIA, O OUTRO NÃO - Plataforma Media

CHOW E CHAN: UM APOIA, O OUTRO NÃO

 

O Occupy Central separa os dois atores de maior sucesso de Hong Kong: Chow Yun-Fat está com os manifestantes; Jackie Chan mantém a postura pró-Pequim.

Dois homens nascidos em Hong Kong na década de 1950, mas vivendo ambos no exterior, dois atores que rebentam bilheteiras, um, conhecido pelos seus papéis dramáticos, o outro, cultivando o género ‘kung-fu cómico’, Chow Yun-Fat e Jackie Chan voltaram a estar de lados opostos da barricada com as movimentações estudantis e populares que exigem o sufrágio universal em Hong Kong. Entrevistado pelo Apple Daily, de Hong Kong, Chow Yun-Fat declarou-se inequivocamente ao lado dos manifestantes. “Encontrei-me com estudantes – são muito corajosos e é emocionante ver que eles estão a lutar pelo que querem. Eles são sensatos”, disse o ator, nascido na ilha de Lamma, em Hong Kong, e que participou em The Replacement Killers, A Better Tomorrow, Anna and the King, entre muitos outros filmes. Em resposta, a China terá colocado o ator numa lista negra que alegadamente contém o nome de mais 46 artistas que apoiaram o movimento estudantil. Entre esses nomes estará o da cantora Denise Ho, que desde que manifestou o apoio aos estudantes, viu espetáculos cancelados na China, de onde obtinha 80% das suas receitas. Mas, ao contrário de Kenny G., o flautista preferido dos centros comerciais que desmentiu o seu apoio ao Occupy Cental logo que soube da irritação de Pequim, Chow manteve  a sua posição. “Ganharei menos”, respondeu.

Já Jackie Chan não descola da sua posição de apoio sem reservas ao governo de Pequim, expressa, por exemplo, em 2012, quando defendeu que “deve haver regras para definir sobre o que as pessooas podem manifestar-se e sobre o que não podem”. Antes, em 2009, tinha afirmado que “o povo chinês tem que ser controlado”. O ator, nascido no Peak, e que participou em dezenas de filmes, como The Karate Kid, Shaolin e Rumble in the Bronx, tem o seu escritório em Pequim e recentemente inaugurou um museu sobre a sua carreira em Xangai.

Sobre os protestos, tem afirmado que causam um prejuízo de 45 mil milhões de dólares à economia de Hong Kong e exige o “regresso ao bom senso”.

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