QUEDA DE RECEITAS AUMENTA APOSTA NO JOGADOR POPULAR - Plataforma Media

QUEDA DE RECEITAS AUMENTA APOSTA NO JOGADOR POPULAR

 

Uma queda de 23,3% nas receitas de outubro dos casinos, liderada pela baixa dos apostadores VIP, relança o jogador tipo-família para salvar a situação.

 

Os casinos de Macau encerraram o mês de outubro com receitas brutas de 28.025 milhões de patacas (cerca de 3.518 milhões de dólares), uma queda de 23,2% face ao mesmo mês de 2013.

Com as receitas de outubro, que marcam o quinto mês consecutivo de quedas homólogas, os casinos geraram um acumulado de 303.967 milhões de patacas (cerca de 38.194 milhões de dólares) nos primeiros dez meses, ainda assim, uma subida de 2,3% face ao mesmo período do ano passado.

Esta queda é geralmente associada ao desaparecimento dos jogadores VIP das salas de Macau, em consequência da campanha anti-corrupção que varre a China, e relança a aposta dos casinos locais no jogador tipo familiar, até agora tido como “irrelevante”.

“Eles são apostadores de baixo mercado mas consomem em hotéis e noutro tipo de atividade não diretamente ligada ao jogo que tem estado a crescer”, considerou Jonathan Galaviz, um consultor da Global Market Advisors, citado pela CNBC. “As empresas que têm como estratégia olhar para a  classe média ou para o mercado intermédio, terão bons resultados”, acrescentou Galaviz.

Este cenário foi confirmado por John Bruce, da Hill & Associates, que recordou que o mercado de massas da MGM Macau cresceu 30% no terceiro trimestre. “Não creio que possamos subestimar o número de turistas chineses. Estamos a ver uma nova riqueza, estamos a ver novas pessoas a chegarem”, disse Bruce.

O “desaparecimento” dos VIP das salas de jogo de Macau promete prosseguir, segundo Grant Goversen, da Union Gaming Group. “A campanha anti-corrupção está longe de ter terminado e deverá continuar a perturbar o mercado VIP de Macau durante um certo período de tempo”, disse Goversen, em declarações ao Las Vegas Review Journal.

 

GOVERNO “JÁ ESPERAVA”

O secretário para a Economia e Finanças de Macau, Francis Tam, defendeu que as quebras da receita do jogo sentidas nos últimos meses já eram esperadas pelo governo e não afetam a estabilidade financeira do território.

“Em outubro, a receita do imposto de jogo registou, comparativamente ao mesmo mês do ano passado, uma quebra mais de 20%, que é aproximada à previsão do mercado, e embora esta receita registasse uma redução consecutiva durante os últimos cinco meses, esta situação corresponde à previsão do governo sobre o fenómeno de desaceleração económica”, refere um comunicado que cita Francis Tam.

A mesma nota refere que o governo “acredita que [a desaceleração económica] se vai se manter num período bastante longo”.

O secretário salientou que “a atitude do governo no âmbito das despesas públicas é prudente e, devido à suficiente reserva financeira, uma possível diminuição da receita do imposto de jogo não afeta a estabilidade financeira do governo”.

“A receita do governo deste ano é similar à do ano passado, e a elaboração do orçamento para o próximo ano já foi concluída. Além disso, o governo mantém-se otimista para a receita do próximo ano, contudo, tratará prudentemente das despesas públicas”, adiantou.

Para Francis Tam, “face à atual instabilidade no âmbito económico, é difícil reduzir as despesas nas áreas de assistência social e dos assuntos relativos à vida da população por isso, o governo continua a ponderar um aperfeiçoamento possível de ação social complementar”.

O jogo é a principal fonte de receita da administração, que cobra impostos diretos sobre as receitas dos casinos no valor de 35% e impostos indiretos de cerca de 4% para fins diversos como a promoção turística.

 

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