DHLAKAMA REJEITA VIOLÊNCIA - Plataforma Media

DHLAKAMA REJEITA VIOLÊNCIA

 

O líder da oposição moçambicana, Afonso Dhlakama, assegurou que não recorrerá à violência e tenciona permanecer na capital. Mas descreveu as eleições como “uma fantochada” .

 

O presidente da Renamo (Resistência Nacional Moçambicana) manteve um encontro com diplomatas da União Europeia, Noruega, Suíça e Canadá, durante o qual manteve que não pode aceitar resultados de uma votação que considerou “uma fantochada”, desconhecendo se vai impugnar as eleições gerais de quarta-feira, porque desconfia de um “sistema todo armadilhado.

Dhlakama assegurou que vai permanecer em Maputo, porque quer manter-se perto do corpo diplomático e das autoridades moçambicanas, anunciando que tencionava telefonar ao Presidente moçambicano, Armando Guebuza, com o qual assinou a 05 de setembro um acordo para encerrar as hostilidades militares que afetaram a região centro do país durante 17 meses.

Na reunião, em que o líder histórico da Renamo foi aconselhado a seguir a via legal na denúncia de alegadas irregularidades no processo eleitoral, Dhlakama prometeu que não voltará à violência e que dará prioridade ao diálogo.

Um dos cenários que admitiu é a formação de um governo de unidade nacional, à semelhança do que já aconteceu no Quénia e no Zimbabué, no âmbito de um processo de uma verdadeira reconciliação.

Na reunião com os diplomatas estrangeiros, realizada no mesmo dia em que foram conhecidas as conclusões das missões de observação eleitoral internacional, Dhlakama apontou várias irregularidades, considerando que eram as quintas eleições não democráticas em Moçambique, desde o recenseamento à votação.

O líder da oposição dirigiu críticas às missões de observação e à comunidade internacional, acusando-as de contemporizarem com alegações de que as fraudes não afetam o processo no seu todo, quando noutros países seriam casos de polícia, descreveram à Lusa as fontes que acompanharam o encontro.

A Renamo anunciou, na quinta-feira, através do seu porta-voz, António Muchanga, que ganhou as eleições gerais e que não ia reconhecer o processo eleitoral, alegando fraudes.

 

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