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Washington acusa China de copiar clandestinamente IA norte-americana

A presidência norte-americana (Casa Branca) acusou hoje (24) entidades chinesas de conduzirem campanhas à "escala industrial" para copiar clandestinamente modelos de inteligência artificial (IA) norte-americanos

Lusa

“Os Estados Unidos têm provas de que entidades estrangeiras, principalmente na China, estão a conduzir campanhas de ‘destilação’ à escala industrial para roubar a IA americana”, frisou o conselheiro de tecnologia da Casa Branca, Michael Kratsios, na rede social X.

A ‘destilação’ é uma técnica que envolve treinar um modelo de IA com base nas respostas de um modelo mais poderoso para replicar as suas capacidades. É legal quando autorizada, mas ilegal quando realizada clandestinamente, noticiou a agência France-Presse (AFP).

No final de fevereiro, a própria empresa Anthropic acusou três laboratórios chineses – DeepSeek, Moonshot AI e MiniMax – de criarem “mais de 24.000 contas fraudulentas para gerar mais de 16 milhões de interações com o seu modelo Claude” de forma a reconstruir a sua operação e treinar os seus próprios modelos.

Em 12 de fevereiro, num memorando ao Congresso dos EUA, a OpenAI acusou a DeepSeek de copiar os seus modelos de IA de forma clandestina, utilizando sofisticadas técnicas de burla.

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“Estas entidades estrangeiras”, que a Casa Branca não nomeou, “utilizam dezenas de milhares de contas proxy” para evitar a deteção “e técnicas de burla para extrair sistematicamente os avanços tecnológicos dos EUA”, acrescentou Michael Kratsios, ao tornar público o memorando que enviou hoje às agências federais norte-americanas.

“As entidades estrangeiras que se baseiam em fundamentos tão frágeis devem ter pouca confiança na integridade e fiabilidade dos modelos que produzem”, observou.

A administração Trump anunciou que iria partilhar as suas informações com empresas de IA norte-americanas e “explorar medidas” contra os responsáveis, sem especificar quais seriam essas medidas.

Este memorando foi divulgado menos de três semanas antes da cimeira prevista entre Donald Trump e o seu homólogo chinês, Xi Jinping, em Pequim, em 14 de maio.

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