As informações provenientes da base de dados do Biobanco [UK Biobank, no original em inglês] do Reino Unido foram encontradas à venda no site Alibaba, mas não incluíam nomes, moradas, dados de contacto ou números de telefone, garantiu o secretário de Estado da Tecnologia, Ian Murray, no parlamento.
Porém, Murray afirmou que não podia dar garantias absolutas de que ninguém pudesse ser identificado, uma vez que os dados podiam incluir sexo, idade, mês e ano de nascimento, estatuto socioeconómico, hábitos de vida e análises de amostras biológicas.
Murray referiu que as informações foram descarregadas legitimamente por três instituições de investigação na China, às quais o acesso foi agora revogado.
A fuga de dados constituiu um “abuso inaceitável” e o Governo está a trabalhar para apurar como isso aconteceu, acrescentou.
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Agradecendo ao Governo chinês pela sua cooperação, Murray afirmou que não se realizaram quaisquer compras e que os dados já foram retirados.
O ‘biobanco’ (instalação especializada que coleta, processa, armazena e gerencia amostras biológicas – sangue, tecidos, DNA, células – e dados associados para pesquisas científicas futuras) britânico é um projeto pioneiro que pode ser utilizado por cientistas de todo o mundo para investigação considerada de interesse público.
Aqueles que concordaram em disponibilizar todos os seus dados relacionados com a saúde para investigação tinham entre 40 e 69 anos quando aderiram ao estudo, entre 2006 e 2010.
Os participantes fornecem informações detalhadas sobre o seu estilo de vida através de questionários digitais e consentiram em fornecer dados dos seus registos de saúde e informações relacionadas.
Alguns também fornecem exames físicos realizados com equipamento de imagiologia médica, fornecem amostras adicionais de sangue, urina e saliva, usam monitores de atividade física ou monitores de saúde cardíaca.
As informações são anónimas, mas úteis para avaliar como as doenças se desenvolvem e procurar melhorias na deteção e no tratamento de patologias como demência, cancros e doença de Parkinson. Os dados do ‘biobanco’ britânico foram citados em mais de 18 mil artigos científicos.