O texto, publicado pelo Diário do Povo, jornal oficial do Partido Comunista Chinês, e assinado por um grupo dirigente do Ministério dos Recursos Naturais, indica que o país conta com mais de 11.000 ilhas, que constituem uma “fronteira estratégica para salvaguardar os direitos e interesses nacionais e garantir a segurança”.
O documento descreve ainda estes territórios como um suporte essencial para “expandir o espaço de desenvolvimento da economia marinha”, em linha com o objetivo de transformar a China numa potência marítima.
O documento defende a necessidade de “coordenar o desenvolvimento de alta qualidade e a proteção de alto nível das ilhas”, propondo melhorias na infraestrutura, conectividade e gestão destes territórios e sublinhando o seu papel como “importante plataforma para participar na governação oceânica global”.
O texto acrescenta que “as grandes potências competem para deslocar o seu foco de desenvolvimento para o oceano”, num contexto de reajustamentos na economia marítima global, e sustenta que o desenvolvimento insular deve conciliar a exploração de recursos com a preservação ambiental.
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Na última década, a China tem promovido projetos de construção e expansão de infraestruturas em ilhas e recifes no mar do Sul da China, incluindo aeródromos, portos e outras instalações, como parte da estratégia para consolidar a sua presença na região.
Em paralelo, Pequim tem reforçado outros instrumentos para sustentar as suas reivindicações, como o uso crescente da toponímia em ‘pinyin’ em documentos oficiais e órgãos de comunicação estatais para designar territórios em disputa.
Estas ações têm gerado tensões com países da região e com os Estados Unidos, que consideram que contribuem para a militarização da área, enquanto a China sustenta que as suas atividades decorrem no âmbito da sua soberania e têm fins defensivos e civis.
As disputas intensificaram-se com incidentes entre embarcações chinesas e filipinas em zonas contestadas, bem como com o aumento de exercícios militares conjuntos na região. Pequim reiterou que “salvaguardará com firmeza a sua soberania e os seus interesses de segurança” e apelou a que a cooperação militar não seja dirigida contra terceiros.