Em comunicado, o porta-voz do Comando do Teatro Oriental de Operações do EPL, Xu Chenghua, adiantou que a armada 133 vai realizar exercícios para provar as suas capacidades operacionais em alto mar, tratando-se de um treino de rotina previsto no plano anual das forças armadas.
O responsável acrescentou que as manobras enquadram-se nas leis e na prática internacionais e que a sua execução não tem como objetivo específico nenhum país ou entidade.
Os exercícios foram anunciados depois de, no sábado, o Comando do Teatro Oriental de Operações do EPL ter realizado manobras aéreas e marítimas conjuntas de preparação para o combate no Mar da China Meridional, onde o país asiático disputa territórios com várias nações vizinhas. Pequim não forneceu detalhes sobre o número de efetivos, barcos e aviões envolvidos nas manobras.
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As movimentações ocorrem dois dias depois de Pequim protestar junto da Nova Zelândia pela presença de um avião de guerra P-8A deste país no espaço aéreo e zonas costeiras do Mar da China Meridional e do Mar Amarelo, que, segundo a diplomacia chinesa, realizou patrulhas “de proximidade e assédio” que produziram riscos para o tráfico aéreo civil.
A China reclama a soberania sobre praticamente a totalidade do Mar da China Meridional, chocando com as reivindicações territoriais de países como Filipinas, Vietname, Malásia e Brunei sobre esta região estratégica, através da qual transitam cerca de 30% do comércio marítimo global e que tem potenciais reservas de petróleo e gás.