Em entrevista à Lusa, Carneiro assegurou que a sua confiança se mantém quer no cenário de cumprimento do calendário eleitoral normal, quer numa eventual antecipação das legislativas. O dirigente socialista sublinha que o partido vive um momento de ampla convergência estratégica, afastando leituras sobre tensões internas latentes.
Sobre o regresso de Pedro Nuno Santos ao parlamento, o atual líder do PS garante não existir qualquer desconforto político. Pelo contrário, diz acolher o antigo secretário-geral “de braços abertos”, valorizando a sua experiência e defendendo que o exercício do mandato parlamentar corresponde a uma legitimidade própria conferida pelos eleitores.
Carneiro minimiza igualmente a recusa de Duarte Cordeiro em integrar os órgãos nacionais do partido, considerando tratar-se de uma opção pessoal e não de um sinal de rutura. Segundo o líder socialista, as divergências existentes são pontuais e não colocam em causa a linha política definida no último congresso, no qual os órgãos foram aprovados por uma maioria superior a 90%.
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“O PS é um partido plural, com cerca de 100 mil militantes, e não deve viver de unanimismos”, sustenta, defendendo que a diversidade de opiniões faz parte da vitalidade democrática da organização. Ainda assim, garante que não existem divergências de fundo quanto à estratégia de oposição ao Governo.
O secretário-geral socialista aponta também para sinais positivos nas sondagens, referindo que, nos últimos meses, o PS registou uma subida significativa na avaliação dos portugueses, o que interpreta como um reforço da confiança na atual liderança.
Confrontado com a possibilidade de surgirem candidaturas alternativas à liderança antes de eleições, Carneiro é taxativo: não vê adversários internos nem sinais de contestação organizada. Para já, afirma, o foco está em consolidar a alternativa política do PS e preparar o partido para disputar o poder executivo.