Início » EMPRESAS DE MACAU SÃO “ESSENCIAIS” PARA O PROJETO LUSÓFONO CHINÊS

EMPRESAS DE MACAU SÃO “ESSENCIAIS” PARA O PROJETO LUSÓFONO CHINÊS

 

Duarte Alves regressou à terra há cinco anos, depois dos estudos em Portugal, e desde essa altura ouve falar da oportunidade de Macau ser o centro da ligação da RPC aos países da Lusofonia. “Sempre fui dessa opinião. Não é numa viagem a Portugal ou aos PALOP que vai resolver o assunto ou permitir que haja continuidade nos negócios e nas parcerias empresariais. Mas as empresas de Macau são muito importantes para que esta plataforma tenha sucesso e contituidade, dado que são elas que teem conhecimento da realidade e do ambiente de negócios, não só ao nível local como também regional [Delta do Rio das Pérolas] e nacional [República Popular da China]”, explica o jovem empresário e membro da Associação dos Jovens Macaenses, lembrando que o conhecimento das duas culturas torna as empresas de Macau “essenciais neste processo”.

A percepção sobre o potencial do projeto lusófono é hoje cada vez maior: “Ao longo dos anos começam a ser criadas relações mais próximas com as empresas lusófonas, que também percebem melhor o papel de Macau e a importância que temos na criação de oportunidades de negócio.” Nesse contexto, Duarte Alves destaca outra novidade recente, que é a percepção cada vez mais positiva dos produtos fabricados na China nos mercados internacionais: “Estão a perder aquela imagem de que tinham baixo preço mas também baixa qualidade, sendo hoje vistos como produtos com maior qualidade e confiança. Aliás, penso que essa é a grande mudança a que assistimos nos últimos”, conclui.

Duarte Alves considera ainda que o apoio de Pequim e o envolvimento do Executivo de Macau, nomeadamente através da criação de três centros lusófonos anunciados no ano passado – apoio às pequenas e médias empresas, distribuição de produtos alimentares, e exposições e convenções – são fatores que impulsionam o envolvimento das empresas de Macau. “Se pensarmos que existe apoio governamental para o projeto lusófono, quer em Macau quer na China, é mais fácil ir em frente, porque isso dá sempre credibilidade a todas as partes. Quando os incentivos são apenas privados fica sempre a dúvida de saber se terão sucesso, mas quando o apoio é grande e conta com os governos, isso pode garantir mais oportunidades”, resume o jovem empresário, enquadrando o perfil das empresas que mais se interessam por este processo. “Há duas maneiras de ver a situação: por um lado, há as empresas que veem de fora e querem estabelecer relações em Macau e na China; por outro, há empresas maiores com interesse em trazerem tecnologias já desenvolvidas durante anos e que querem exportá-las para os Países de Língua Portuguesa. As pequenas e médias empresas procuram mais serviços de consultadoria, apoio e representação”.

Quanto aos setores de actividade em que mais apostaria, “tendo em conta a importância das novas tecnologias de informação”, Duarte Alves elege “o potencial de todos os tipos de serviços em torno dessa base e que são cada vez mais importantes no dia-a-dia. Há países lusófonos, nomeadamente os africanos, que estão nesta altura a viver um enorme crescimento económico e social. Tendo em conta essa circunstância, é importante que haja maior apoio nessas áreas, que podem ser fundamentais”.

 

Paulo Rego

 

Contate-nos

Meio de comunicação social generalista, com foco na relação entre os Países de Língua Portuguesa e a China

Plataforma Studio

Newsletter

Subscreva a Newsletter Plataforma para se manter a par de tudo!

Uh-oh! It looks like you're using an ad blocker.

Our website relies on ads to provide free content and sustain our operations. By turning off your ad blocker, you help support us and ensure we can continue offering valuable content without any cost to you.

We truly appreciate your understanding and support. Thank you for considering disabling your ad blocker for this website