TAP talvez um dia - Plataforma Media

TAP talvez um dia

Apesar de o Presidente português entender que os voos diretos são prioritários, desde logo assumiu que a ligação direta a Lisboa teria de ser assugurada por uma companhia chinesa. O problema é que a Transportadora Aérea Portuguesa não tem sequer aviões capazes de o fazer. O diretor de comunicação da TAP explica que a companhia “não tem nesta altura aviões com autonomia de combustível suficiente para assegurar voos diretos para a Ásia. Poderíamos até fazê-lo com uma paragem pelo caminho, mas essa é uma operação mais cara e não é sequer competitiva com a dos voos diretos”, conclui André Serpa Soares.

A TAP encomendou em 2007 uma dúzia de aeronaves modelo A350-XWB – com opção de mais três – com capacidade para 360 passageiros e autonomia para chegarem ao continente asiático. Mas esses aviões, adquiridos para substituir a frota atual, “só devem ser entregues em 2017”. A TAP está fora deste jogo, mas “só para já”, sugere André Serpa Soares. Depois disso, “está tudo em aberto”.

A estratégia da TAP, que enfrenta limites de investimento impostos pela União Europeia – o Governo português não pode injetar dinheiro – tem sido a de recuperar financeiramente através dos seus “mercados de nicho” na Europa, em África e na América Latina. E isso tem permitido a recuperação financeira da empresa. Mas a estratégia pode mudar a qualquer altura. “Dois anos é muito tempo para decidir já em que rotas utilizaremos os novos aviões. Depende dos fluxos de tráfego que, a cada momento, vamos acompanhando em todo o mundo. Se me pergunta se podemos voar para Macau, isso depende da rentabilidade da operação. O fluxo pode entretanto aumentar, pode haver apoios do turismo de Macau… Tudo é negociável”, conclui André Serpa Soares, embora admita que, à partida, “Pequim e Xangai são destinos mais atrativos do que Macau”. 

 

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