A valorização, superior a 6% face à sessão anterior, reflete a crescente tensão nos mercados energéticos, com os investidores a reagirem ao bloqueio do Estreito de Ormuz — uma passagem estratégica por onde escoa cerca de um quinto do petróleo mundial e volumes significativos de gás natural liquefeito.
Ao início da manhã, o Brent chegou mesmo a tocar os 126 dólares, recuando depois ligeiramente para cerca dos 124 dólares nos contratos futuros, segundo dados de mercado. Ainda assim, o movimento confirma uma escalada sustentada dos preços desde o agravamento do conflito na região.
Antes do atual contexto geopolítico, o crude negociava perto dos 70 dólares por barril, o que evidencia a dimensão da pressão atual sobre a oferta global de energia.
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A subida dos preços ocorre num momento de impasse diplomático entre os Estados Unidos e o Irão, enquanto se mantêm operações militares e restrições à navegação na região. Washington acusa Teerão de agravar a instabilidade, enquanto o Irão ameaça responder com ações adicionais caso não sejam levantadas as restrições no estreito.
A incerteza levou também a uma forte volatilidade nos mercados, com receios de interrupções prolongadas no abastecimento energético global. Analistas alertam que, caso o bloqueio se mantenha, os preços poderão permanecer em níveis elevados ou mesmo registar novos máximos.
O petróleo volta assim ao centro das preocupações económicas internacionais, num momento em que a economia global já enfrenta pressões inflacionistas adicionais.