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ONU pede ação urgente contra surto de Ébola na RDC. Porque é que a propagação preocupa a região

As Nações Unidas apelaram a uma resposta mais rápida para conter o surto de Ébola na República Democrática do Congo, que já provocou centenas de mortes. A propagação para novas áreas e as limitações da resposta humanitária aumentam o risco de uma crise mais ampla

Xinhua

O subsecretário-geral das Nações Unidas para os Assuntos Humanitários e coordenador da Ajuda de Emergência, Tom Fletcher, apelou esta quinta-feira (9)a uma ação urgente para conter o surto de Ébola na República Democrática do Congo (RDC) e na região.

“Temos de agir mais rapidamente para travar o avanço do Ébola na República Democrática do Congo”, afirmou Fletcher, em comunicado. “A província de Ituri continua a ser o epicentro do surto, mas o vírus está a propagar-se a outras províncias, onde o conflito e a constante circulação de pessoas aumentam o risco de novas transmissões.”

Desde que o surto foi declarado, a 15 de maio, mais de 1.700 pessoas foram infetadas e 600 morreram na RDC. O Uganda confirmou 20 casos, acrescentou.

O atual surto de Ébola na RDC continua numa fase “muito ativa”, afirmou esta quinta-feira o ministro da Saúde congolês, Samuel Roger Kamba, em Bunia, capital da província oriental de Ituri e epicentro do surto.

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Apontando a elevada densidade populacional, a frequente mobilidade das populações e fatores locais que dificultam o envolvimento das comunidades, Kamba considerou que ainda é demasiado cedo para determinar quando o surto atingirá o seu pico.

“Isto é mais do que uma emergência de saúde pública”, afirmou Fletcher, sublinhando que, antes do surto de Ébola, milhões de pessoas já enfrentavam conflitos, fome, deslocações forçadas, serviços básicos frágeis e acesso limitado a cuidados de saúde.

O responsável acrescentou que as Nações Unidas estão a reforçar a resposta ao Ébola e apelou a que os restantes intervenientes atuem com a mesma urgência.

“Todas as partes devem garantir um acesso seguro e contínuo aos trabalhadores humanitários e de saúde, bem como aos fornecimentos e equipamentos de resposta. As fronteiras e as rotas de abastecimento devem permanecer abertas”, afirmou Fletcher.

“Os doadores devem assegurar que os fundos prometidos cheguem rapidamente e com flexibilidade às equipas no terreno. Temos de apoiar simultaneamente a resposta ao Ébola e a operação humanitária mais ampla de que dependem as comunidades vulneráveis.”

A mais recente atualização da situação, publicada esta quinta-feira na rede social X pelo Ministério da Comunicação e dos Média da RDC, indica 1.792 casos confirmados, incluindo 625 mortes. Atualmente, 764 doentes encontram-se em isolamento ou hospitalizados, enquanto 295 recuperaram. A taxa global de letalidade situa-se nos 34,1%.

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