Segundo explicou ao JN a vice-presidente da Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis (ANAREC), Mafalda Trigo, a instabilidade resulta da quebra do acordo de cessar-fogo e das preocupações em torno do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas mundiais para o transporte de petróleo. “A evolução dos preços está diretamente ligada ao conflito. Enquanto não houver uma situação de paz ou, pelo menos, de estabilidade, será muito difícil prever o comportamento dos combustíveis”, afirmou.
A dirigente explicou que a formação do preço dos combustíveis depende de dois indicadores distintos: o primeiro é o Brent, referência internacional para o preço do petróleo bruto e que representa essencialmente o custo da matéria-prima adquirida pelas refinarias; e o Platts, índice utilizado como referência para os combustíveis refinados, que incorpora não só parte da evolução do Brent, mas também outros fatores, como os custos de transporte marítimo, os seguros dos navios e a valorização da moeda.