Na apresentação oficial como sucessor de Roberto Martínez, o treinador revelou que ainda não falou com o avançado de 41 anos, mas assegurou que pretende reunir-se com ele, tal como fará com todos os internacionais, antes de tomar qualquer decisão.
“Nunca falei com o Cris. Nunca vai ser um problema para a Seleção nem para mim. A polémica que houve à volta dele, cada um pensa como quiser”, afirmou.
Jorge Jesus sublinhou que Cristiano Ronaldo não terá um tratamento diferente dos restantes jogadores, apesar do estatuto que ocupa no futebol português e mundial.
“Quando tiver de tomar alguma decisão vou falar com ele e com todos individualmente. Não vou falar com o Cris por ser o Cris. O Cris é um símbolo do futebol português e vai ficar para sempre na história”, referiu.
O novo selecionador recordou ainda a experiência de trabalhar com Ronaldo na última temporada, no Al Nassr, destacando a relação profissional entre ambos.
Leia mais: Jorge Jesus apresentado: “É a minha seleção. Agora viemos para vencer”
“Tive o prazer de trabalhar com ele neste último ano. É fácil de trabalhar com ele. Desde que perceba até onde pode chegar e eu, as coisas serão fáceis”, disse.
Jesus revelou que a continuidade do capitão será discutida numa conversa privada entre ambos, tendo em conta as ambições do jogador e as necessidades da equipa nacional.
“Vamos ter uma conversa os dois sobre o que pretende fazer. Sei que quer continuar a jogar no Al Nassr. Sempre me disse que ia acabar lá. Agora, como todos, tendo condições para ser selecionado, eu farei. Dentro de um limite e das condições que achar que são as melhores para a Seleção”, concluiu.
A posição de Jorge Jesus surge depois de vários meses de debate sobre o futuro internacional de Cristiano Ronaldo, que continua a manifestar vontade de representar Portugal, mas cuja presença na equipa tem dividido opiniões após a eliminação da Seleção nos oitavos de final do Mundial de 2026.
O novo selecionador deixou claro que a decisão será tomada com base em critérios desportivos, mas sem pôr em causa o legado daquele que considera um dos maiores símbolos da história do futebol português.