Segundo o documento, o bispo Alfonso de Galarreta incorreu automaticamente nas penas previstas pelo direito canónico após ter realizado as consagrações contra a vontade do Papa Leão XIV. O dicastério anunciou igualmente a excomunhão latae sententiae, reservada à Sé Apostólica, dos quatro sacerdotes consagrados: Pascal Schreiber, Michael Goldade, Michel Poinsinet de Sivry e Marc Hanappier.
O decreto determina ainda a excomunhão do bispo Bernard Fellay, por ter participado diretamente na celebração litúrgica como co-consagrante, aderindo publicamente ao ato considerado cismático.
Numa nota explicativa que acompanha o decreto, o dicastério recorda que, desde o pontificado de São Paulo VI, foram feitas várias tentativas de reconduzir o movimento iniciado por Marcel Lefebvre à plena comunhão com a Igreja Católica, sem sucesso. A situação, sublinha o texto, agravou-se com as recentes consagrações realizadas sem mandato pontifício.
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O Vaticano adverte clérigos e fiéis leigos para não aderirem ao cisma da Fraternidade São Pio X, sob pena de incorrerem igualmente na excomunhão prevista pelo direito da Igreja. O documento afirma ainda que os ministros da fraternidade administram os sacramentos de forma ilícita, considerando inválidos o sacramento da penitência por eles celebrado e os matrimónios por eles assistidos.
Relativamente aos leigos, o dicastério esclarece que são considerados cismáticos e excomungados aqueles que aderirem formalmente à fraternidade, nos termos definidos por uma nota explicativa publicada em 1996 pelo então Pontifício Conselho para os Textos Legislativos.
Por fim, o Dicastério para a Doutrina da Fé afirma que a Igreja acolherá todos os que desejem regressar à plena comunhão e exorta os fiéis a permanecerem unidos ao Romano Pontífice e aos bispos em comunhão com ele, abstendo-se de participar em celebrações e atividades promovidas pela Fraternidade Sacerdotal São Pio X.