Os residentes não chineses de Macau – incluindo os portugueses – podem, a partir de hoje (18), atravessar três fronteiras para a China continental de automóvel com maior facilidade, utilizando apenas um documento em vez de dois.
A medida aplica-se aos residentes de Macau e aos residentes permanentes de Hong Kong, “incluindo os de nacionalidade não chinesa”, para passagens fronteiriças em ambos os sentidos, disse a Polícia de Segurança Pública (PSP) local.
Os residentes podem usar o salvo-conduto para o interior da China – sem mostrar também o bilhete de identidade de Macau – nos canais de inspeção integral automáticos e nos corredores de inspeção de veículos, explicou a PSP.
“As novas medidas que facilitem as passagens fronteiriças da população pretendem simplificar as formalidades de entrada e saída e elevar a experiência de passagem transfronteiriça de passageiros”, sublinhou a polícia, na segunda-feira à noite.
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A medida abrange os postos fronteiriços de Hengqin, Qingmao e da Ponte Hong Kong–Zhuhai–Macau, a maior travessia marítima do mundo, explicou a PSP, numa mensagem publicada nas redes sociais.
“Basta ‘fazer fila uma vez, proceder uma vez à leitura de documento e uma vez à comparação de dados biométricos’ para que sejam concluídas todas as formalidades de inspeção fronteiriça de Guangdong e de Macau,” acrescentou a polícia.
Foi também alargado o acesso aos corredores para passagem de veículos do posto fronteiriço de Hengqin a estrangeiros com visto de entradas múltiplas válido por mais de seis meses.
De acordo com a PSP, na primeira metade do ano, 42 milhões de pessoas atravessaram as fronteiras de Macau, uma média diária de 235 mil, o que representa um aumento de 12.8% em relação ao mesmo período de 2025.
De entre as travessias, 43.8% são residentes de Macau e 2.2% residentes de Hong Kong, uma subida de 12.4% e 12.2%, respectivamente, em comparação com igual período do ano passado.
A partir de setembro de 2024 que os residentes permanentes estrangeiros de Macau e Hong Kong podem requerer uma autorização para conduzir veículos das duas regiões semiautónomas na vizinha província de Guangdong.
Dois meses antes, a Administração Nacional de Imigração chinesa anunciou que os residentes permanentes estrangeiros de Macau e Hong Kong poderiam, requerer uma autorização para entrar no interior da China, válida por um máximo de cinco anos.
A medida abrange membros da comunidade portuguesa que sejam residentes permanentes em Macau e que, até então, estavam obrigados a pedir um visto para viajar até ao outro lado da fronteira. Os censos de 2021 indicam mais de 2.200 pessoas nascidas em Portugal a viver em Macau.
A última estimativa dada à Lusa pelo Consulado-geral de Portugal apontava para cerca de 155 mil portadores de passaporte português entre os residentes de Macau e Hong Kong.