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Duas meninas amputadas em Gaza chegam a Portugal para tratamento. Saiba onde vão ser acompanhadas

Duas meninas palestinianas que perderam uma perna em bombardeamentos israelitas chegaram a Portugal para receber próteses e reabilitação. O tratamento ocorre num contexto em que o sistema de saúde de Gaza tem dificuldades em assegurar cuidados especializados

Xinhua

Duas meninas palestinianas que perderam uma perna cada uma em bombardeamentos israelitas na Faixa de Gaza chegaram na segunda-feira a Portugal para receber gratuitamente próteses e tratamento de reabilitação, anunciaram organizações humanitárias.

Dima Qudaih, de 16 anos, e Malak Alshirafa, de 7 anos, chegaram ao aeroporto do Porto acompanhadas por familiares. As duas viajaram através do Egito, onde estavam acolhidas desde que foram retiradas de Gaza.

Dima será tratada no Hospital da Prelada, no Porto, enquanto Malak será acompanhada no Centro de Medicina de Reabilitação de Alcoitão, perto de Lisboa. Equipes médicas especializadas irão assegurar a reabilitação diária e adaptar uma prótese a cada uma das meninas.

As autoridades portuguesas concederam vistos que permitem às meninas e às respetivas famílias permanecer no país durante o tratamento, que deverá durar entre seis meses e um ano, dependendo da evolução da reabilitação.

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A iniciativa foi organizada pela HEAL Palestine, em cooperação com as organizações portuguesas Parents for Peace e Grupo de Apoio a Refugiados Palestinianos em Portugal. A HEAL Palestine tem ajudado a encaminhar para tratamento médico no estrangeiro crianças palestinianas e outros doentes que não conseguem receber cuidados adequados em Gaza.

“Portugal abriu uma porta que muito poucos países se mostraram dispostos a abrir”, afirmou Steve Sosebee, diretor executivo da HEAL Palestine.

Agências das Nações Unidas e organizações humanitárias têm alertado repetidamente para o elevado número de crianças gravemente feridas ou amputadas durante o conflito em Gaza, onde os danos generalizados no sistema de saúde do território limitaram severamente o acesso a cirurgias, tratamentos de reabilitação e serviços de próteses.

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