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Macau atrai empresas chinesas de semicondutores e IA. O desafio passa agora por criar um ecossistema industrial local

O Governo de Macau reuniu empresas tecnológicas chinesas e inaugurou o Centro Internacional da Indústria de Ciências e Tecnologias de Macau. Os primeiros acordos já estão definidos, mas a consolidação de uma indústria local dependerá da capacidade de atrair investimento, talento e investigação

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O Chefe do Executivo, Sam Hou Fai, presidiu esta terça-feira (30 de junho) à cerimónia de inauguração do Centro Internacional da Indústria de Ciências e Tecnologias de Macau, seguindo-se encontros com representantes de três empresas tecnológicas líderes do Interior da China e com a académica Liu Ming.

As reuniões centraram-se no reforço da cooperação entre as empresas e Macau, na diversificação da economia, no desenvolvimento da indústria tecnológica e na formação de quadros qualificados.

As três empresas já iniciaram ou preparam projetos de investimento na região. Entre as iniciativas previstas estão a criação de uma incubadora de empresas no novo centro, a instalação de um centro de dados dedicado à inteligência artificial, a constituição de um fundo de investimento e o desenvolvimento de projetos conjuntos com as instituições de ensino superior de Macau nas áreas da investigação e inovação.

Durante os encontros, Sam Hou Fai afirmou que a diversificação adequada da economia constitui simultaneamente uma prioridade estratégica nacional e uma condição indispensável para o desenvolvimento sustentável de Macau.

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O Governo está a intensificar a captação de investimento e de empresas tecnológicas, procurando criar um ecossistema que reúna investigação e desenvolvimento, financiamento, formação de talentos e cooperação internacional, segundo o Chefe do Executivo.

O governante destacou ainda as vantagens de Macau enquanto plataforma de ligação entre a China e os Países de Língua Portuguesa, uma função que, segundo referiu, está a ser gradualmente alargada aos mercados de língua espanhola. Na sua perspetiva, esta posição pode facilitar a internacionalização das empresas chinesas e criar novas oportunidades de emprego e crescimento económico para a cidade.

Os representantes das empresas manifestaram interesse em utilizar Macau como porta de entrada para os mercados internacionais, considerando que a região reúne vantagens institucionais e um ambiente favorável ao desenvolvimento tecnológico. Defenderam igualmente um reforço da cooperação com as universidades locais para formar profissionais altamente qualificados e aproximar a investigação científica das necessidades da indústria.

Liu Ming, membro da Academia Chinesa de Ciências e presidente do Macao Institute of Industrial Technology, defendeu que o novo Centro Internacional da Indústria de Ciências e Tecnologias deve servir de plataforma para atrair empresas nacionais e internacionais da área dos semicondutores e criar um ecossistema industrial competitivo.

A especialista considerou que Macau dispõe de condições únicas para afirmar-se neste setor, desde que continue a investir na formação de talento e na transferência dos resultados da investigação para a indústria.

As três empresas presentes representam áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento tecnológico da China. A primeira dedica-se ao design de semicondutores e circuitos integrados, sendo um dos principais fornecedores nacionais de propriedade intelectual para chips e um dos impulsionadores do ecossistema chinês de inteligência artificial.

A segunda especializa-se no desenvolvimento de processadores gráficos (GPU) de elevado desempenho, utilizados em áreas como inteligência artificial, computação em nuvem, cidades inteligentes e condução autónoma. A empresa foi distinguida como uma das “pequenas gigantes” nacionais da inovação tecnológica e recebeu vários prémios pelos seus avanços na indústria dos semicondutores.

A terceira desenvolve atividade nos setores dos jogos eletrónicos, serviços de computação em nuvem baseados em inteligência artificial e fabrico de componentes automóveis, gerindo igualmente fundos de investimento direcionados para áreas como os semicondutores, a inteligência artificial e outras tecnologias emergentes.

Além de Sam Hou Fai, participaram nas reuniões a secretária para a Economia e Finanças, Ng Wai Han, dirigentes de vários serviços públicos ligados ao desenvolvimento económico, ao investimento e à ciência e tecnologia, bem como responsáveis pelo recém-inaugurado Centro Internacional da Indústria de Ciências e Tecnologias de Macau.

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