Em comunicado divulgado nas redes sociais, o atleta afirmou, de forma “inequívoca”, que a sua ligação ao caso se limitou ao que já tinha sido publicamente referido, sublinhando que não existe qualquer envolvimento em tráfico ou consumo de droga. “Nunca consumi substâncias psicotrópicas, nem chegou a existir qualquer compra ou consumo, tendo a situação sido esclarecida em sede própria”, escreveu.
A reação surge depois de o nome do judoca constar num acórdão judicial que identifica cerca de duas dezenas de pessoas como clientes da rede de tráfico desmantelada pela PSP, liderada por Nuno Ricardo, conhecido como “Uber da Droga”. Apesar dessa referência, Fonseca foi ouvido no processo apenas na qualidade de testemunha, não tendo sido constituído arguido.
O atleta recordou ainda que, enquanto profissional de alta competição, é sujeito há vários anos a controlos antidoping regulares por entidades nacionais e internacionais, tanto em períodos de competição como fora deles, o que, segundo sublinha, comprova a inexistência de consumo de substâncias proibidas.
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“Lamento o incómodo causado à minha família, ao meu clube e a todos os que me acompanham. Continuarei focado na minha vida pessoal e desportiva, com ainda maior responsabilidade e respeito”, acrescentou.
Segundo explicou ao Observador o advogado de Jorge Fonseca, o nome do judoca surgiu nos autos na sequência de uma chamada telefónica feita numa noite em que se encontrava alcoolizado com amigos, mas a intenção inicial de adquirir ecstasy não se concretizou. De acordo com a defesa, o atleta decidiu não consumir qualquer substância, decisão compatível com os controlos antidoping a que está sujeito ao longo do ano.