De acordo com os comunicados oficiais, Xi Jinping permanecerá na capital norte-coreana, Pyongyang, entre hoje e amanhã. A última visita do líder chinês à Coreia do Norte remonta a junho de 2019, num contexto de intensa atividade diplomática na Península Coreana.
O anúncio da deslocação surge um dia depois de Pyongyang ter revelado a existência de uma nova instalação destinada à produção de materiais para armas nucleares. Analistas internacionais consideram que a divulgação do complexo poderá ter sido estrategicamente calculada pelo líder norte-coreano, Kim Jong-un, com o objetivo de reforçar a imagem do país como potência nuclear antes da chegada de Xi Jinping.
Segundo as Forças Armadas da Coreia do Sul, a nova infraestrutura corresponde a uma unidade de enriquecimento de urânio. Durante uma visita ao local, Kim Jong-un anunciou planos para expandir as capacidades nucleares do país “a um ritmo exponencial”, aumentando as preocupações da comunidade internacional.
A visita de Xi ocorre poucas semanas depois de o líder chinês ter recebido, em Pequim, o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e, em encontros separados, o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, sublinhando o papel central de Pequim na atual diplomacia global.
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Nos últimos anos, Kim Jong-un tem aprofundado as relações com Moscovo, incluindo o envio de tropas e armamento convencional para apoiar a invasão russa da Ucrânia. Ainda assim, o regime norte-coreano continua a ver a China como o seu principal parceiro económico, maior fornecedor de ajuda e aliado estratégico indispensável.
Xi Jinping e Kim Jong-un encontraram-se pela última vez em setembro, em Pequim, onde se comprometeram a reforçar a cooperação bilateral e o apoio mútuo. Nessa ocasião, Kim participou num desfile militar na capital chinesa, ao lado de vários líderes estrangeiros, incluindo Vladimir Putin.
A visita agora iniciada é vista como um sinal claro da intenção de ambos os países de reforçarem a coordenação política e estratégica, num momento de crescente tensão internacional e de reconfiguração das alianças globais.