“O Brasil demanda libertação imediata de todos os ativistas detidos, incluindo quatro cidadãos brasileiros, assim como pleno respeito a seus direitos e a sua dignidade, em linha com os compromissos internacionais assumidos pelo Estado de Israel”, afirmou na noite de quarta-feira (20) o Ministério das Relações Exteriores do Brasil em comunicado.
A Administração do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, muito crítica em relação a Israel desde que o país lançou a mais recente guerra contra a Faixa de Gaza, reiterou o repúdio pela interceção, em águas internacionais, das embarcações que integravam a frota e pela detenção dos membros, ações que qualificou de ilegais.
Em imagens publicadas por Ben Gvir nas redes sociais, veem-se os ativistas num navio militar amarrados e amontoados, de joelhos com a cabeça no chão, enquanto soa o hino de Israel.
Também se observa o ministro a recebê-los em terra com um “bem-vindos a Israel”, enquanto hasteia uma bandeira do Estado israelita, e a afirmar “é assim que deve ser”, ao observar como os conduzem com a cabeça baixa.
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Noutra imagem do vídeo, polícias obrigam os detidos a caminhar agachados, agarrando-os pela cabeça e com as mãos amarradas nas costas.
As relações diplomáticas entre o Brasil e Israel são mínimas desde a ofensiva militar de Israel sobre a Faixa de Gaza, que Lula classificou publicamente como genocídio, ao que o Estado israelita respondeu, declarando-o ‘persona non grata’.
O líder brasileiro também criticou duramente os bombardeamentos de Israel e dos Estados Unidos sobre o Irão, que, por sua vez, respondeu com ataques aos países do Golfo Pérsico.
Imagens: Ben Gvir / X