A empresa sediada em Pequim, frequentemente apelidada de “Google da China”, tem destacado há vários anos o potencial da inteligência artificial no país.
A Baidu tem apostado fortemente na IA através do recrutamento de investigadores de renome e do lançamento da ferramenta “Ernie”, um dos primeiros ‘chatbots’ de inteligência artificial da China.
No entanto, com os fluxos de caixa ainda largamente dependentes da publicidade na sua plataforma de pesquisa, a empresa tem sido afetada nos últimos anos pela forte desaceleração do consumo na China.
As receitas no primeiro trimestre do ano situaram-se nos 32,1 mil milhões de yuan (4,05 mil milhões de euros), segundo um documento entregue à Bolsa de Valores de Hong Kong, representando uma descida homóloga de 1%. O valor representa o quarto trimestre consecutivo de queda nas receitas.
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O resultado operacional foi de 3,2 mil milhões de yuan durante o período, abaixo dos 4,5 mil milhões registados no mesmo período do ano passado.
“As nossas aplicações de IA continuaram a ganhar tração junto de empresas e utilizadores individuais, validando ainda mais o potencial comercial das nossas inovações em inteligência artificial”, afirmou o cofundador e diretor executivo da empresa, Robin Li, em comunicado. “Vemos a IA a gerar ainda mais valor para a Baidu nos próximos trimestres”, acrescentou.
Num sinal menos otimista para o mercado chinês, as autoridades chinesas anunciaram também na segunda-feira que as vendas a retalho cresceram no mês passado ao ritmo mais lento em mais de três anos.
Em janeiro, a Baidu revelou que a sua unidade de fabrico de ‘chips’, Kunlunxin, apresentou um pedido de cotação na Bolsa de Hong Kong.
Na altura, a empresa indicou que os detalhes da separação ainda estavam por definir, mas que a Kunlunxin continuaria a operar como subsidiária da Baidu.
Antes da divulgação dos resultados, a Bloomberg Intelligence tinha antecipado resultados “fracos”, que “sublinham a dimensão dos problemas de crescimento” da empresa.
A Baidu enfrenta uma “falta de dinamismo nas receitas e nos lucros”, acrescentando que “as perspetivas ligadas à IA continuam sobrevalorizadas”, segundo a análise.