As políticas para os jovens, o apoio às Pequenas e Médias Empresas (PME), a renovação urbana e as medidas de apoio à natalidade estiveram entre os temas mais debatidos na segunda sessão de consulta pública do 3.º Plano Quinquenal de Desenvolvimento Socioeconómico da Região Administrativa Especial de Macau (2026-2030), realizada no domingo (14) no Edifício da Administração Pública.
A sessão contou com a participação de mais de uma centena de cidadãos, dos quais 18 apresentaram sugestões sobre o documento que irá orientar o desenvolvimento económico e social de Macau nos próximos cinco anos.
Entre as propostas relacionadas com a juventude, os participantes defenderam um maior apoio à participação cívica dos jovens, o reforço da cooperação com associações juvenis e a criação de mecanismos de reconhecimento para o envolvimento na vida pública. Foram ainda sugeridas medidas para facilitar o acesso a certificações profissionais, melhorar o apoio ao emprego e empreendedorismo em Hengqin e responder às necessidades habitacionais dos jovens.
No plano económico, vários participantes apelaram ao reforço das políticas de apoio às PME e à dinamização da economia comunitária. Entre as sugestões apresentadas destacaram-se uma maior transparência nos processos de contratação pública e a simplificação dos procedimentos de candidatura a apoios financeiros.
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A renovação urbana foi outro dos temas em destaque. Alguns cidadãos defenderam uma intervenção mais ativa do Governo na coordenação dos projetos de reconstrução, bem como a adoção de novos mecanismos para facilitar a aquisição de direitos de propriedade necessários às obras.
Na área social, foram propostas medidas para reforçar os apoios à natalidade e à parentalidade, melhorar os serviços destinados a idosos e crianças e aprofundar as políticas de apoio às famílias e aos grupos mais vulneráveis.
Houve igualmente sugestões para aumentar o número de instalações desportivas de grande dimensão e promover o desenvolvimento da chamada economia prateada (conjunto de produtos, serviços e atividades económicas destinados às pessoas mais velhas, geralmente com 50 anos ou mais).
No setor da educação, os participantes defenderam o reforço da formação patriótica e da identidade nacional, bem como o alargamento dos programas de intercâmbio com o Interior da China. Foi ainda sugerida uma maior promoção da cultura chinesa e da integração dos jovens nos projetos de desenvolvimento da Grande Baía.
A inteligência artificial assumiu também um papel relevante nas intervenções. Alguns participantes propuseram a introdução de conteúdos de IA em diferentes níveis de ensino, programas de formação para docentes e uma maior atenção às questões éticas associadas à utilização desta tecnologia. Foram igualmente apresentadas preocupações relacionadas com a saúde mental de alunos e professores.
No domínio da cooperação regional, surgiram propostas para aprofundar a articulação entre Macau e Zhuhai, incluindo o aproveitamento conjunto das infra-estruturas aeroportuárias das duas cidades, o desenvolvimento do turismo insular e o reforço da cooperação universitária.
Entre outras sugestões apresentadas destacam-se a modernização da Zona Industrial Transfronteiriça Macau-Zhuhai, a criação de mecanismos para aproximar as necessidades do mercado de trabalho da formação de recursos humanos qualificados, o reforço da fiscalização de alimentos e produtos de saúde, a promoção de uma cidade mais amiga dos animais de estimação e o apoio ao desenvolvimento de atletas de alto rendimento.
O diretor dos Serviços de Estudo de Políticas e Desenvolvimento Regional, Cheong Chok Man, agradeceu a participação dos cidadãos e afirmou que as opiniões recolhidas serão analisadas em conjunto com os serviços competentes. Segundo o responsável, as propostas consideradas adequadas e exequíveis poderão ser integradas na versão final do plano.
O período de consulta pública do 3.º Plano Quinquenal decorre até 28 de Junho. O documento encontra-se disponível para consulta online e em vários centros de serviços públicos, podendo os residentes apresentar sugestões através da página eletrónica dedicada à consulta, da aplicação Conta Única de Macau, por correio electrónico, telefone, fax ou correio postal.