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Vendas a retalho na China caem pela primeira vez desde 2022

A produção industrial da China cresceu 4.5% em maio, em termos homólogos, acelerando 0.4% face ao mês anterior, enquanto as vendas a retalho registaram a primeira queda em três anos e meio, segundo dados hoje divulgados

Lusa - China

De acordo com os dados divulgados pelo Gabinete Nacional de Estatísticas da China, a produção industrial avançou acima das expectativas do mercado, que apontavam para um crescimento em torno de 4,3%. O gabinete de estatísticas divulgou também os dados das vendas a retalho, um dos principais indicadores do consumo interno, que caíram 0.6% em maio face ao mês anterior, registando a primeira contração desde dezembro de 2022.

Entre os três grandes setores analisados pelo organismo, o maior aumento foi registado na produção e fornecimento de eletricidade, aquecimento, gás e água, com uma subida de 7.6%, seguido da indústria transformadora (+4.4%) e da mineração (+2.3%).

Nos primeiros cinco meses do ano, a produção industrial chinesa cresceu 5.4% em comparação com o mesmo período de 2025.  Entretanto, a taxa oficial de desemprego nas zonas urbanas recuou de 5.2% para 5.1%.

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O investimento em ativos fixos, que passou de um crescimento de 3.2% em 2024 para uma queda de 3.8% em 2025, agravou a descida para 4.1% no acumulado dos primeiros cinco meses de 2026, depois de ter registado uma contração de 1.6% até abril.

Embora as autoridades chinesas não divulguem dados mensais para este indicador, o portal especializado Trading Economics estima que o investimento em ativos fixos caiu 10.3% em maio, em termos homólogos.

Nos primeiros cinco meses do ano, apenas o investimento em infraestruturas permaneceu em terreno positivo, com um crescimento de 0.6%. O investimento na indústria transformadora caiu 0.4%, enquanto o setor imobiliário continuou a penalizar a economia, registando uma queda de 16.2%.

O Gabinete Nacional de Estatísticas indicou ainda que as vendas de imóveis novos, medidas pela área de construção transacionada, recuaram 10.8% até maio, aprofundando em 0,6 pontos percentuais a descida registada na leitura anterior.

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